A candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira, em entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo, que até hoje não viu "nenhuma ação inidônea" da ex-ministra Erenice Guerra, que deixou a Casa Civil após denúncias de tráfico de influência. Segundo ela, faz parte da civilização não acusar ninguém sem provas. A petista disse ainda que desconhece que tenha existido na Casa Civil um suposto esquema de propinoduto envolvendo Erenice, que era seu braço direito no governo.
-Até hoje não vi nenhuma prova, não vi nenhuma ação inidônea da Erenice. Lógico que ninguém está acima de qualquer suspeita, tudo vai ser investigado, mas eu não tenho conhecimento de nenhum ato inidôneo da Erenice - afirmou.
Ao ser questionada se, quando estava no governo, nunca reparou o que acontecia ao redor de Erenice, Dilma disse que nunca aceitou nomeação de parentes, mas que não tinha como responder por Erenice. A petista afirmou ainda que, até onde conheceu, Erenice foi sempre uma pessoa idônea e que resta provar que ela tem alguma responsabilidade.
Quando a jornalista Miriam Leitão lembrou que o próprio filho de Erenice, Israel Guerra, confessou ter recebido R$120 mil para intermediar contratos, Dilma disse que então ele tem que pagar por isso.
- Se ele recebeu, é culpado e vai pagar por isso. Agora, fazer ilação disso com a minha campanha são outros 500% - disse Dilma.
Sobre o déficit da Previdência e a necessidade de reforma para ampliar a idade de aposentadoria dos trabalhadores, Dilma negou a intenção de mudar as atuais regras. Ela disse que o maior problema do déficit hoje existente foi criado pelos legisladores na Constituinte, ao determinar que as contribuições dos trabalhadores urbanos financiasse também as aposentadorias do setor rural.
- Isso é decorrente de uma política pública. Tem uma parte da população (setor rural) que quem tem que assumir é o Tesouro Nacional - disse Dilma.
O Globo
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