A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia apresentou seu voto favorável à Lei do Ficha Limpa. Para ela, a legislação vale para este ano e deve ser aplicada a políticos que renunciaram antes de sua promulgação.
Ela já havia analisado o caso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde também é ministra. Até o momento, 2 ministros votaram contra o recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) e apenas José Antonio Dias Toffoli se manifestou favorável a lei.
Cármen Lúcia diz que não é qualquer legislação eleitoral que altera o seu processo. Para ela, a Lei do Ficha Limpa não alterou o processo eleitoral, apenas protegeu a ética nas eleições.
Os ministros julgam o caso de Roriz, que teve a candidatura barrada pelo TSE por ter renunciado ao cargo de Senador, em 2007, para escapar de processo de cassação.
Ele era acusado de ter quebrado o decoro parlamentar após ter sido flagrado, em conversa telefônica, discutindo a partilha de R$ 2 milhões. Roriz alega que se tratava de um empréstimo para comprar uma bezerra.
A Lei da Ficha Limpa estabelece que o político que faz isso fica inelegível por oito anos após o fim do mandato que ele cumpriria. Como seu mandato se encerraria em 2014, ele poderá ficar inelegível até o final de 2022, quando terá 86 anos.
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