quinta-feira, 15 de julho de 2010

Madeira ilegal é apreendida no Interior



Iguatu. Fiscais do escritório regional do Ibama apreenderam onze caminhões que transportavam madeira ilegal, estacas de sabiá, caibros e lenha, que seria utilizada na construção civil. A apreensão aconteceu em municípios da região Centro-Sul nos últimos seis dias. Transportadores e vendedores foram multados e vão responder na Justiça Federal processo por prática de crime ambiental. As cargas foram avaliadas em R$ 50 mil.

O chefe do escritório do Ibama, nesta cidade, Fábio Bandeira, disse que a fiscalização vai continuar intensa nos próximos dias. A ação dos fiscais foi realizada nos municípios de Mombaça, Acopiara, Jucás, Iguatu e Ipaumirim, em rodovias estaduais e em estradas de terra.

Além das cargas apreendidas, os fiscais do Ibama localizaram também quatro áreas de desmatamento irregular de plantio nativo de espécies da Caatinga, jurema, sabiá e marmeleiro, nos municípios de Jucás e Acopiara. As unidades totalizam 29 hectares e a madeira que foi cortada é utilizada como lenha e estaca. A multa por hectare é de R$ 1 mil reais.

De acordo com dados do escritório regional do Ibama, desde o início deste ano, 20 cargas de madeira ilegal foram apreendidas. "Muitos motoristas estavam utilizando rotas alternativas por estradas vicinais, nos sítios, tentando fugir da fiscalização", contou Bandeira.

Na semana passada, seis caminhões e carretas foram apreendidos, e outros cinco nos últimos dois dias. Destes, cinco veículos ainda permanecem no pátio do escritório do Ibama, nesta cidade, aguardando liberação judicial. A multa aplicada para cada metro cúbico de madeira é no valor de R$ 300,00.

Segundo dados do Ibama, foram apreendidos 120 metros cúbicos de lenha, 130 de estacas de sabiá de excelente qualidade e uma carga de caibro, oriunda do Pará. Esta última estava com documentação falsa, cujo destino seria o Rio Grande do Norte. Entretanto, os fiscais descobriram que a madeira cerrada tinha como destino um depósito na cidade de Crato, região Sul do Ceará. Os demais casos, não havia sequer documentação.

A apreensão da carga ilegal resulta no registro de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e o motorista e o veículo são liberados por determinação judicial, mas não há necessidade de pagamento de fiança. Entretanto, a aplicação da multa persiste contra o transportador e o vendedor da madeira ilegal. Quase sempre os condutores alegam desconhecer o destino da carga.

Doação

A madeira apreendida será doada ao Instituto Federal de Educação do Ceará, campus de Iguatu, Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Iguatu, Diocese e matadouro público.

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