O deputado Francisco Caminha (PHS) reclamou ontem, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, da legislação eleitoral brasileira. Para ele, muitas regras trazem complicações para os partidos, como a que obriga que 30% das candidaturas sejam reservadas para as mulheres.
O parlamentar confessa que muitas vezes os partidos não conseguem cumprir essa determinação, por isso são obrigados a lançar candidatas que, na verdade, não vão concorrer ao pleito, mas emprestam os seus nomes apenas para o partido cumprir a determinação. "Tivemos que registrar companheiras nossas mesmo elas não querendo ser candidatas, mas emprestaram seus nomes para registro, mas não vão sequer fazer campanha", pontua.
Caminha também criticou as mudanças na legislação eleitoral às vésperas da eleição, destacando que esse tipo de decisão traz prejuízo aos partidos. O parlamentar se referiu ao fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter limitado, no último dia do prazo das convenções, as possibilidades de apoio partidário no horário eleitoral gratuito, não podendo ocorrer o uso da imagem e da voz de candidatos à presidência da República em programas de candidatos que tenham coligações diferentes nas disputas nacionais.
Caminha destacou que os partidos passaram vários meses dialogando e montando as melhores estratégias para cada legenda e, de repente, o TSE faz uma modificação que altera tudo o que os partidos já haviam construído em termos de alianças.

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