Medicina: o poder de salvar vidas. Essa relação é essencial para que os estudantes de Medicina tenham a consciência do exercício de sua profissão, apoiados em uma estrutura de aprendizagem competente. No Ceará, existem sete escolas médicas: quatro em Fortaleza e três no interior. Atualmente, as condições disponíveis para a execução da parte prática dos cursos não condiz com o volume de profissionais. Há um número excessivo de cursos e uma carência de hospitais universitários, o principal suporte para a formação de bons médicos.
A superlotação do internato, período dos dois últimos anos do curso de Medicina, que possibilita a vivência cotidiana do aluno nos hospitais de grande porte, é um dos reflexos dessa “enxurrada” de futuros médicos.
A superlotação do internato, período dos dois últimos anos do curso de Medicina, que possibilita a vivência cotidiana do aluno nos hospitais de grande porte, é um dos reflexos dessa “enxurrada” de futuros médicos.
“A situação é clara quando temos, por exemplo, no manual do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), a definição que cada aluno precisa atender entre dois e cinco pacientes para ter uma variedade de conhecimento e uma constância de atendimentos. Isso não vem acontecendo, porque são muitos alunos da UFC, UECE e outras duas instituições privadas”, denunciou o estudante do terceiro semestre do curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece), José Ernando de Sousa Filho.
Segundo Ernando, os hospitais da Capital não conseguem atender os quatro cursos. “Nas próximas turmas que estarão se formando, os dois cursos particulares terão mais médicos do que os dos públicos. Alguns cursos surgiram com a promessa de criar-se uma estrutura que suprisse as necessidades práticas, porém, até lá, a situação vivida é outra”, constatou.

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