segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Arrependido, Nelsinho pede segunda chance na F1

Preservado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o brasileiro Nelsinho Piquet disse que ficou aliviado com o fim do julgamento da "marmelada" no GP de Cingapura, nesta segunda-feira. Arrependido, o ex-piloto da Renault pediu uma segunda chance na Fórmula 1 e disse que está conformado com a obrigação de recomeçar a carreira.

"Eu aprendi algumas lições muito difíceis nos últimos 12 meses e reconsiderei os valores na vida. O que não mudou foi o meu amor pela Fórmula 1 e a fome de correr novamente. Eu entendo que tenho que começar minha carreira do zero", disse Nelsinho em comunicado oficial.

"Eu somente espero que uma equipe reconheça o quanto eu fui sufocado na Renault e me dê uma oportunidade de mostrar o que eu prometia na minha carreira na F3 e GP2. O que eu posso assegurar é que não haverá piloto na Fórmula 1 mais determinado para se provar", completou.

Demitido em agosto deste ano da Renault, Nelsinho mandou uma carta à FIA denunciando uma armação da escuderia no GP de Cingapura. O chefe de equipe Flavio Briatore e o estrategista Pat Symonds solicitaram que o brasileiro provocasse um acidente para beneficiar Fernando Alonso. O espanhol ganhou posições na bandeira amarela e venceu a corrida.

"Eu lamento amargamente minhas ações de ter seguido as ordens que foram dadas. Eu desejo todo dia não ter feito aquilo", diz Nelsinho no comunicado. "Estou aliviado que a investigação foi concluída. E o mais importante é que isso nunca mais acontecerá", completou.

Nelsinho ganhou imunidade da FIA por ter colaborado com a investigação e escapou de qualquer punição pelo episódio. Briatore foi banido da Fórmula 1, Symonds está suspenso por cinco anos e a Renault ficará dois anos em observação. Caso cometa outra contravenção grave, será banida.

Terra

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