O senador José Sarney lutou muito, mas não conseguiu vencer os fatos. Ao decidir disputar a presidência do Senado, em fevereiro passado, acreditava que o cargo era uma garantia de imunidade para ele e a família - aquela altura já investigada pela Polícia Federal por suspeita de uma multiplicidade de crimes.
A visibilidade, porém, teve efeito contrário e acabou colocando o mais longevo dos políticos brasileiros no centro de uma devastadora crise de no Congresso. José Sarney, o último dos coronéis, rendeu-se diante de tantos escândalos. Na semana passada, o senador disse ao presidente Lula que está cansado e que decidiu deixar o cargo.
Se a renúncia de Sarney se confirmar, alguém é capaz de imaginar que os indicados do senador no setor elétrico serão demitidos? Não, não serão. Eles continuarão lá, fazendo tudo que sempre fizeram, igualzinho ao que manda a cartilha atrasada pela qual rezam a maioria dos políticos brasileiros, independente a qual agremiação pertençam. Afinal, esta é, e vai ainda continuar sendo por muito tempo, a mais eficiente e segura forma de fazer política: trocando votos por cargos, permutando verbas por apoio, empregando parentes e amigos - tudo com o nosso dinheiro.
Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes).
A visibilidade, porém, teve efeito contrário e acabou colocando o mais longevo dos políticos brasileiros no centro de uma devastadora crise de no Congresso. José Sarney, o último dos coronéis, rendeu-se diante de tantos escândalos. Na semana passada, o senador disse ao presidente Lula que está cansado e que decidiu deixar o cargo.
Se a renúncia de Sarney se confirmar, alguém é capaz de imaginar que os indicados do senador no setor elétrico serão demitidos? Não, não serão. Eles continuarão lá, fazendo tudo que sempre fizeram, igualzinho ao que manda a cartilha atrasada pela qual rezam a maioria dos políticos brasileiros, independente a qual agremiação pertençam. Afinal, esta é, e vai ainda continuar sendo por muito tempo, a mais eficiente e segura forma de fazer política: trocando votos por cargos, permutando verbas por apoio, empregando parentes e amigos - tudo com o nosso dinheiro.
Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes).
2 comentários:
Quando um grupo empenha sua alma para apurar um pedido de emprego, que é errado, mas vamos lá!!! quem já não pediu emprego? Quando um grupo empenha sua alma para apurar questões que somam alguns milhares de REAIS e deixam adormecidas outras que somaram BILHÕES, mas que foram praticadas por seus pares... mostra bem a que veio. O principal problema da atualidade é a MÍDIA, pois além de ter demonstrado ser tendenciosa, sem critérios, de buscar o holofote a qualquer custo, não busca apurar o que realmente importa e faz diferença. REELEIÇÂO, SIVAN, PRIVATIZAÇÕES - BANESPA, BANESTADO, contas CC5, VALE, TELES, LALAU, BANCO NACIONAL isto na ordem de DEZENAS BILHÕES, Mensalão, Caseiro, Atos Secretos, etc... isto na ordem de MILHÕES e alguns de milhares de Reais. Quando se tenta fazer o peso de uma formiga parecer o de um elefante, não se está fazendo jornalismo, isto é fazer charlatanismo...
Que bom que as coisas estão aparecendo, igual aparecem no resto mundo, mas o destaque que estão dando continua a mostrar que os CORONÉIS continuam a dominiar.
SaidOlavrA
JORNALISMO PRATICADO POR LINDOMAR FORMIGA: " Quando se tenta fazer o peso de uma formiga parecer o de um elefante, não se está fazendo jornalismo, isto é fazer charlatanismo..."
MUITO BOA SUA ESPLANAÇÃO!
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