A busca por aventura faz com que um grupo de motoqueiros percorra estradas de terra e veredas aos domingos. As trilhas são definidas momentos antes da partida, por volta de 7 horas da manhã. No período de chuva, em que as estradas estão enlameadas, o número de participantes cresce porque os desafios e os roteiros enfrentados nas vilas rurais e nos sítios do Interior ficam mais emocionantes.Além da aventura pelos sertões em trilhas que cortam os municípios vizinhos a Iguatu, os motoqueiros têm oportunidade de admirar a natureza, de aproximar amizades ou mesmo de fazer novos amigos. Há dois anos, os adeptos desse esporte radical fazem com regularidade os passeios a partir de estradas vicinais, veredas e muitas vezes em campos abertos, subindo e descendo serras, abrindo caminhos, passando córregos e vencendo desafios.
Para praticar o esporte com segurança, é necessário equipamento completo. Os motoqueiros usam capacetes, coletes, botas, protetores para os joelhos e pernas, luvas e óculos. Esses acessórios custam em média R$ 2 mil. A moto varia de preço, segundo o modelo. A mais comum, de 250 cilindradas, custa em média, R$ 12 mil. Há ainda equipamentos de primeiros socorros.
Paulo Holanda, que é um dos pioneiros em fazer trilhas rurais, observa que não são apenas os equipamentos que garantem segurança ao motoqueiro. “É preciso andar devagar, aproveitar o caminho para curtir a natureza”, disse. “Quem vem participar e prefere correr em velocidade sofre acidentes porque os caminhos são perigosos”.
Honório Barbosa
Diário do Nordeste
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