Aos poucos, o cenário político no Ceará para os desafios de 2010 vai se desenhando. Parte do PT quer lançar o ministro José Pimentel ao Senado da República. Outra parte se contenta em indicar o vice na chapa da reeleição do governador Cid Gomes, do PSB. O PMDB que se pronuncia, tem na candidatura do deputado Eunício Oliveira ao Senado seu grande trunfo e proposta. O PSDB olha para a reeleição de Tasso Jereissati ao Senado como seu maior objetivo regional. O PCdoB, do senador Inácio Arruda, se movimenta para ampliar sua bancada na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa. Todas essas forças políticas, de alguma forma, conviveram em uma aparente harmonia nos últimos seis anos. Divergências pontuais, disputas internas, miudezas e idiossincrasias. Nada exatamente relevante ou politicamente distinto.
Essa calmaria começara a ser abalada pela proximidade do processo sucessório. Apesar da sempre festejada popularidade do presidente Lula, o PT terá um grande desafio pela frente. A tentadora e conveniente tese do terceiro mandato, não deve vingar. A candidatura da ministra Dilma Rousseff permanece uma incógnita. No ninho tucano, Aécio Neves e José Serra, sob a batuta de Fernando Henrique Cardoso, vão se compondo, convergindo para o mesmo ponto. O PSDB não repetirá os erros do passado. Sabe que a vitória em 2010 só será viável se a legenda se unir de verdade, em todo o País. Olhando para essa balança, o PMDB, hoje na base aliada do governo Lula, se organiza para ficar com o PT ou voltar para o ninho tucano.
É essa fervura em fogo brando que vai reanimar a política cearense. Cid Gomes acredita mesmo que será candidato único ao governo do Ceará? Ciro Gomes será candidato ao governo de São Paulo, como pretende o PT ou disputará, mais uma vez, a presidência da República? A união tucana no plano nacional exigirá ou não de Tasso Jereissati sua volta ao governo do Ceará? O PSB nacional continuará apoiando uma candidatura do PT, ou pode fazer uma aliança com o PSDB? O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, aceitaria ser o vice na chapa tucana? E se isso acontecer, para onde vai à família Ferreira Gomes?
Essas questões, todas prováveis, desmontam a lógica rasteira do processo político que nos é imposto por uma mídia apenas banal que pauta olhares e reflexões a nível nacional. Para os simplórios, o senador Jereisssati parece isolado no Ceará. Dependente de uma gratidão do governador Cid Gomes para voltar ao Senado e permanecer como um destacado quadro da política nacional. Grande bobagem! Claro, se o PT e sua candidata conquistarem a nação e se colocarem, no curto prazo, com uma vitória estrondosa em 2010, talvez o senador Jereissati até abandone a política. Mas essa cena é improvável. A disputa será vigorosa e acirrada. E só essa tensão será suficiente para recolocar Tasso no palco dominante da política do Ceará. Se é que em algum momento ele saiu de fato desse pódio.
O PT do Ceará e seus aliados vivem como poder derivado da vitoria de Lula nos últimos seis anos. Apesar da longa experiência no governo, os antigos militantes da esquerda do Ceará não conseguiram se distinguir especificamente em nada. São apenas medianos. Todos! Nada mais emblemático do que a administração da prefeita Luizianne Lins. Nem o governador Cid Gomes, herdeiro de uma experiência exitosa no Ceará, tem oferecido brilho à sua administração. Sua equipe, indistintamente, é igualmente mediana. É bem verdade que o País também se encontra um pouco assim. Anódino e anêmico! É essa urgência de um novo ânimo no Ceará e no Brasil, que dará o tom em 2010. As famosas pesquisas de opinião, que reduzem a reflexão política a meros espetáculos e a ridículas e discutíveis aprovações vazias e circunstanciais, inibem essas percepções. O mundo caminha célere para uma grande mudança econômica, geopolítica e tecnológica. Tolos, vivemos o conforto midiático da menor miséria, do pequeno estrago, da menor desgraça. E não a densidade veloz da nova ordem que se aproxima avassaladora!
O Povo
Essa calmaria começara a ser abalada pela proximidade do processo sucessório. Apesar da sempre festejada popularidade do presidente Lula, o PT terá um grande desafio pela frente. A tentadora e conveniente tese do terceiro mandato, não deve vingar. A candidatura da ministra Dilma Rousseff permanece uma incógnita. No ninho tucano, Aécio Neves e José Serra, sob a batuta de Fernando Henrique Cardoso, vão se compondo, convergindo para o mesmo ponto. O PSDB não repetirá os erros do passado. Sabe que a vitória em 2010 só será viável se a legenda se unir de verdade, em todo o País. Olhando para essa balança, o PMDB, hoje na base aliada do governo Lula, se organiza para ficar com o PT ou voltar para o ninho tucano.
É essa fervura em fogo brando que vai reanimar a política cearense. Cid Gomes acredita mesmo que será candidato único ao governo do Ceará? Ciro Gomes será candidato ao governo de São Paulo, como pretende o PT ou disputará, mais uma vez, a presidência da República? A união tucana no plano nacional exigirá ou não de Tasso Jereissati sua volta ao governo do Ceará? O PSB nacional continuará apoiando uma candidatura do PT, ou pode fazer uma aliança com o PSDB? O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, aceitaria ser o vice na chapa tucana? E se isso acontecer, para onde vai à família Ferreira Gomes?
Essas questões, todas prováveis, desmontam a lógica rasteira do processo político que nos é imposto por uma mídia apenas banal que pauta olhares e reflexões a nível nacional. Para os simplórios, o senador Jereisssati parece isolado no Ceará. Dependente de uma gratidão do governador Cid Gomes para voltar ao Senado e permanecer como um destacado quadro da política nacional. Grande bobagem! Claro, se o PT e sua candidata conquistarem a nação e se colocarem, no curto prazo, com uma vitória estrondosa em 2010, talvez o senador Jereissati até abandone a política. Mas essa cena é improvável. A disputa será vigorosa e acirrada. E só essa tensão será suficiente para recolocar Tasso no palco dominante da política do Ceará. Se é que em algum momento ele saiu de fato desse pódio.
O PT do Ceará e seus aliados vivem como poder derivado da vitoria de Lula nos últimos seis anos. Apesar da longa experiência no governo, os antigos militantes da esquerda do Ceará não conseguiram se distinguir especificamente em nada. São apenas medianos. Todos! Nada mais emblemático do que a administração da prefeita Luizianne Lins. Nem o governador Cid Gomes, herdeiro de uma experiência exitosa no Ceará, tem oferecido brilho à sua administração. Sua equipe, indistintamente, é igualmente mediana. É bem verdade que o País também se encontra um pouco assim. Anódino e anêmico! É essa urgência de um novo ânimo no Ceará e no Brasil, que dará o tom em 2010. As famosas pesquisas de opinião, que reduzem a reflexão política a meros espetáculos e a ridículas e discutíveis aprovações vazias e circunstanciais, inibem essas percepções. O mundo caminha célere para uma grande mudança econômica, geopolítica e tecnológica. Tolos, vivemos o conforto midiático da menor miséria, do pequeno estrago, da menor desgraça. E não a densidade veloz da nova ordem que se aproxima avassaladora!
O Povo
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