O desenvolvimento de um município passa necessariamente por uma administração pública centrada na independência dos poderes e na ocupação de espaços estratégicos levando-se em conta a qualificação daqueles que os ocupam. Os acordos, loteamento de cargos, dentre outras práticas seculares precisam urgentemente ser banidas da política, pelo bem da probidade administrativa e do progresso.
Câmaras Municipais independentes, representando o cidadão, o qual é seu papel e não como mera abonadora das ações do Executivo, secretários e demais funcionários escolhidos mediante critérios técnicos, por serem capazes de desenvolver um trabalho importante em prol da sociedade e não para defender interesses puramente políticos, cargos destinados com vistas ao bem da coisa pública e não como pagamento de favores e apoios.
Municípios com Câmaras ativas, participativas e heterogêneas prestam um serviço muito mais relevante à população do que aqueles que tem na Casa Legislativa uma espécie de filial da Prefeitura. O diálogo entre os poderes é necessário, salutar. A subserviência, no entanto, é uma erva daninha. Quixeramobim dá mostras de estar vivendo uma nova fase.
O amadurecimento político do município se reflete na composição do legislativo, onde integra a Mesa Diretora a vereadora Liduína Leite, eleita pelo Partido Socialista Brasileiro, assim como na eleição do vereador Rômulo Filho, opositores do prefeito reeleito Edmilson Júnior. À frente da Casa, Carlos Roberto Mota Almeida, médico, administrador de experiência comprovada, hábil conciliador, que vem mostrando um trabalho sério, moralizador e atento às necessidades da população.
Aos representantes do povo, aos gestores, bastaria uma regra simples: tratar a coisa pública com zelo, como se sua fosse no que tange a responsabilidade, a torná-la útil, eficiente, e não em termos de posse, de benefício próprio. A confiança da população nos poderes constituídos precisa ser reconquistada, para isso ações concretas são indispensáveis.
O gestor não é um imperador, mas um servo do povo, ao qual deve respeito e prestar contas de seus atos, ao qual deve se dirigir não apenas para discursar, mas, sobretudo para ouvir, discutir.
O perfil do homem público, assim como a sociedade passa por mudanças. Já não convencem as falácias, os longos discursos, mas a capacidade de atender às demandas da população sem fisiologismo e demagogia, arregaçando as mangas e trabalhando para alcançar objetivos claros, tendo metas definidas de como tornar a administração pública mais transparente e eficiente.
Sérgio Machado
Radialista
Quixeramobim-Ceará
Quixeramobim-Ceará
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