quarta-feira, 8 de abril de 2009

Prefeita de Orós consegue na Justiça direito ao mandato

A prefeita deste município, Fátima Maciel Bezerra (PSB), assumiu na noite da segunda-feira, a Prefeitura por determinação judicial. A prefeita, reeleita em 2008, obteve no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma liminar contra a decisão do juiz da comarca local, Fernando Antônio Medina de Lucena. O magistrado cassou o mandato da prefeita, na sexta-feira passada, ao julgar procedente ação de investigação judicial eleitoral ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral por compra de voto.

Em face da decisão favorável, os partidários da prefeita comemoraram o retorno dela à Prefeitura, após sessão especial de posse realizada na Câmara Municipal. Ainda na sexta-feira passada, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Luhanna Urya Bezerra, filha da prefeita então afastada por determinação do juiz Fernando Medina de Lucena, foi empossada no cargo de prefeito, com base na Lei Orgânica do Município.

A Justiça de Orós também havia cassado o mandato do vice-prefeito, Luis Soares da Silva (Dr. Lula), do PSL.À decisão judicial em primeiro grau cabe recurso que deve ser impetrado pela Assessoria Jurídica da prefeita no Fórum local. Posteriormente, o TRE deve julgar o mérito da ação cautelar ajuizada contra a decisão do juiz Fernando Medina de Lucena.

O promotor eleitoral de Orós, Luciano Tonet, informou que no TRE há um recurso a ser julgado contra a diplomação da prefeita e do vice-prefeito. No Fórum de Justiça de Orós também tramitam mais sete processos, alguns de iniciativa do Ministério Público Estadual e outros da coligação oposicionista, a maioria sob acusação de prática de compra de voto, contra a chapa eleita em outubro passado.

DN

2 comentários:

Anônimo disse...

será

Anônimo disse...

São sempre os mesmos. As mesmas pessoas, as mesmas famílias dominantes, os mesmos escândalos. Orós merece melhores governantes. Saúde inexistente, turismo falido, saneamento precários. Os mais humildes, menos favorecidos, verdadeiras vítimas, o povo humilde, esses pagam o pato enquanto os mesmos de sempre, e somente eles se dão bem. Carros novos, propriedades em Fortaleza, filhos bem formados, os melhores empregos, etc. Carros com placas de Fortaleza que não pagam impostos para o Município de Orós. E o povo como fica nessa história escrita por meia dúzia somente voltada para os seus próprios interesses, dos seus familiares e dos seus amiguinhos. Dos 12 prefeitos que Orós teve na sua história, 11 deles pertenceu apenas a três famílias. Novas lideranças aparecerão para mudar esta rotina vergonhosa. Não há liderança política ou administrativa a ser defendida ou exaltada no município, e somente uma nova liderança, identificada com os interesses da população, poderá mudar o rumo da história de um município, verdadeiro oasis no sertão, verdadeiro potencial turístico e agrícola. Mas o que vemos, ou melhor, o que não vemos, qualquer produção, e sequer um sanitário para os turistas que visitam o açude. Eta vergonha.