O vereador eleito Ciro Marques (PTC), filho natural de Acopiara, corre o risco de ser expulso do partido antes mesmo de assumir, caso cumpra um acordo feito com o vereador Salmito Filho (PT): apoiar a candidatura do petista para a presidência da Câmara Municipal. A razão para a punição vem do fato de o partido ter fechado apoio, na semana passada, ao nome de Guilherme Sampaio (PT) para substituir o atual presidente, Tin Gomes (PHS), a partir de 2009. O próprio presidente regional do PTC, Aguiar Júnior, é quem dá o recado para o correligionário. "Manda quem pode, obedece quem tem juízo", alertou Aguiar, que nas últimas eleições foi candidato a prefeito de Fortaleza. Para o presidente, Ciro Marques deve seguir as orientações do partido e apoiar a candidatura de Guilherme Sampaio, sob o risco de ser acusado de praticar infidelidade partidária. "Com essa lei reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal, as pessoas têm de andar nos trilhos. Aliás, o Ciro é especialista em trilhos, já que ele teve votos de muitos ferroviários", observou Aguiar Júnior, em tom irônico. Marcelo Mendes, o outro vereador eleito pelo PTC, vai além: ele acredita que o colega pode, além de ser expulso do partido, perder o mandato de vereador. "Ele que arque com as conseqüências desse procedimento infiel: enfrenta o partido e perde o mandato", avisou, apegando-se a um dos pontos da lei de fidelidade partidária, que determina que o mandato de qualquer candidato eleito pertence ao partido. "Tudo tem seu preço: ou você faz o que o partido determina ou pega as coisas e vai pra casa", sugeriu Mendes.
O Povo
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