O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, coronel José Eduardo Félix de Oliveira, afirmou que Nayara Rodrigues da Silva pode ter se confundido no momento da ação no apartamento onde ela era feita refém em Santo André, na região do ABC paulista. A afirmação foi feita em entrevista coletiva, depois da ex-refém ter dito à polícia que não ouviu tiros antes da explosão efetuada por policiais para a invasão do cativeiro."Ela estava lá como vítima. Num local de crise, no interior de uma crise. É uma jovem de 15 anos que pode perfeitamente ter se confundido, estar confusa e não entender esse exato momento. Existem perícias, existem laudos técnicos que darão todas as respostas", disse o coronel.
O coronel reafirmou a versão da polícia e garantiu que a equipe só entrou no local após o disparo. "A atuação do Gate foi necessária, em legítima defesa, e provocada por um disparo, por um acidente interno ao ambiente. A ação de invasão foi provocada, mas não tínhamos a intenção de invadir por uma questão técnica, de saber onde as pessoas estão", disse Oliveira, após saber da versão de Nayara sobre a ação policial. "Respeito o depoimento dela, como respeito o de todos, como o dos meus policiais", completou.
Oliveira criticou a postura de especialistas criticam a ação dos policiais na imprensa. "São pessoas que tentam se aproveitar de mídia gratuita para o seu comércio, para as suas aulas, e tentam denegrir a imagem do Gate. Isso é inadimissível", afirmou. "Falar de descidas mirabolantes, de escalar paredes, isso tudo traria risco não só para as pessoas que estavam lá dentro como para a Polícia Militar".
Redação Terra
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