As irregularidades ocorridas durante o processo eleitoral, principalmente a compra e a venda de votos, ainda são problemas constantes. Educação, saúde, trabalho, lazer e segurança são direitos sociais bastante destacados pelos candidatos na época de campanha. Muitas vezes, nos bastidores das eleições, de forma manipulada e oculta, são determinados os rumos das eleições. A influência abusiva do poder econômico e político se dá através das mais variadas formas, restando deturpado o processo eleitoral, quebrado o princípio de igualdade que deve se fazer presente em eleições verdadeiramente democráticas.
Alguns empresários, profissionais liberais, funcionários comissionados, enfim, determinadas pessoas que buscam satisfação pessoal e privilégios futuros, participam diretamente através de uma contribuição espontânea (caixa 1). Sem falar na arrecadação de dinheiro proveniente de grandes empresas prestadoras de serviços ou obras públicas as quais por meio de superfaturamento colocam parte substanciosa de seu lucro a serviço de candidatos indicados numa simbiose entre o poder político e o poder econômico (caixa 2). A máquina administrativa, muitas vezes, é um instrumento poderoso na conquista do sufrágio. Nas vésperas das eleições, tratores, caçambas, entre outros veículos, são utilizados para edificação de obras diversas, públicas e particulares.
O desânimo popular é contagiante. Entretanto, não podemos esquecer que é no processo eleitoral que nos é oportunizado a afirmação do regime democrático. As eleições são instrumentos importantes para o exercício da cidadania. O voto livre, consciente e voluntário, afastada a influência abusiva do poder econômico, político e de autoridade, fraude e corrupção eleitoral, é fundamental para legitimidade do processo democrático. Por certo, corremos o risco de suportarmos eleições antidemocráticas, todavia, é bom recordar, que não existe democracia sem eleições livres.
É através do sufrágio que poderemos (re)democratizar o País, onde os homens livres possam viver com honra e manifestar seus pensamentos (certos ou equivocados). O voto é o remédio mais eficaz para combater a miséria e as injustiças sociais, tão dolorosas àqueles que já a tenham experimentado em sua própria carne. Devemos votar por inteiro, não simples toques em uma urna eletrônica, mas toda consciência de cidadão.
A compreensão do fenômeno da corrupção endêmica no Brasil passa pelo entendimento de suas origens, do patrimonialismo estamental e do ciclo vicioso instalado no comando estatal, representando as eleições, não raras vezes, uma legitimação forjada de encomenda. Torna-se necessário, portanto, a partir da educação do povo e da formação de cidadãos pensantes, correr o risco da democracia, compreendendo, a partir de nossas heranças lusitanas, a invenção do Brasil e suas conseqüências históricas para o sistema social, econômico e político nacional.
Movimentos de consciência para o exercício da cidadania, como a campanha educativa da Justiça Eleitoral, como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – “Voto não tem preço, tem conseqüências”, como o Fórum pela Ética na Política, como o Projeto “O que você tem a ver com a corrupção?”, são fundamentais para fortalecer o regime democrático. Com consciência, perseverança e responsabilidade, cientes da difícil missão transformadora da educação política, realizando ações efetivas como agentes de mudanças, é preciso que sonhemos juntos. Lembrando o sociólogo Betinho: “O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política.”
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As irregularidades ocorridas durante o processo eleitoral, principalmente a compra e a venda de votos, ainda são problemas constantes. Educação, saúde, trabalho, lazer e segurança são direitos sociais bastante destacados pelos candidatos na época de campanha. Muitas vezes, nos bastidores das eleições, de forma manipulada e oculta, são determinados os rumos das eleições. A influência abusiva do poder econômico e político se dá através das mais variadas formas, restando deturpado o processo eleitoral, quebrado o princípio de igualdade que deve se fazer presente em eleições verdadeiramente democráticas.
Alguns empresários, profissionais liberais, funcionários comissionados, enfim, determinadas pessoas que buscam satisfação pessoal e privilégios futuros, participam diretamente através de uma contribuição espontânea (caixa 1). Sem falar na arrecadação de dinheiro proveniente de grandes empresas prestadoras de serviços ou obras públicas as quais por meio de superfaturamento colocam parte substanciosa de seu lucro a serviço de candidatos indicados numa simbiose entre o poder político e o poder econômico (caixa 2). A máquina administrativa, muitas vezes, é um instrumento poderoso na conquista do sufrágio. Nas vésperas das eleições, tratores, caçambas, entre outros veículos, são utilizados para edificação de obras diversas, públicas e particulares.
O desânimo popular é contagiante. Entretanto, não podemos esquecer que é no processo eleitoral que nos é oportunizado a afirmação do regime democrático. As eleições são instrumentos importantes para o exercício da cidadania. O voto livre, consciente e voluntário, afastada a influência abusiva do poder econômico, político e de autoridade, fraude e corrupção eleitoral, é fundamental para legitimidade do processo democrático. Por certo, corremos o risco de suportarmos eleições antidemocráticas, todavia, é bom recordar, que não existe democracia sem eleições livres.
É através do sufrágio que poderemos (re)democratizar o País, onde os homens livres possam viver com honra e manifestar seus pensamentos (certos ou equivocados). O voto é o remédio mais eficaz para combater a miséria e as injustiças sociais, tão dolorosas àqueles que já a tenham experimentado em sua própria carne. Devemos votar por inteiro, não simples toques em uma urna eletrônica, mas toda consciência de cidadão.
A compreensão do fenômeno da corrupção endêmica no Brasil passa pelo entendimento de suas origens, do patrimonialismo estamental e do ciclo vicioso instalado no comando estatal, representando as eleições, não raras vezes, uma legitimação forjada de encomenda. Torna-se necessário, portanto, a partir da educação do povo e da formação de cidadãos pensantes, correr o risco da democracia, compreendendo, a partir de nossas heranças lusitanas, a invenção do Brasil e suas conseqüências históricas para o sistema social, econômico e político nacional.
Movimentos de consciência para o exercício da cidadania, como a campanha educativa da Justiça Eleitoral, como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – “Voto não tem preço, tem conseqüências”, como o Fórum pela Ética na Política, como o Projeto “O que você tem a ver com a corrupção?”, são fundamentais para fortalecer o regime democrático. Com consciência, perseverança e responsabilidade, cientes da difícil missão transformadora da educação política, realizando ações efetivas como agentes de mudanças, é preciso que sonhemos juntos. Lembrando o sociólogo Betinho: “O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política.”
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