quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Procurador executa delegado Cid Júnior

O delegado de Polícia Civil Cid Júnior Peixoto do Amaral, de 60 anos, morreu ontem, por volta das 18 horas, ao ser atingido com um tiro próximo à orelha, disparado pelo procurador de Justiça aposentado, Ernandes Lopes Pereira, de 59 anos. O crime aconteceu dentro da mansão do procurador, na Rua Xeréu, localidade de Precabura, Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.
No momento do disparo, muitas pessoas estavam dentro da casa: o delegado, sua mãe, Júlia Vieira do Amaral, sua companheira, o procurador, sua esposa, o motorista e outros funcionários do procurador. Ele e o delegado, segundo testemunhas, eram amigos de infância. De acordo com o que foi apurado pela Polícia ainda na noite de ontem, o procurador teria apanhado a mãe do delegado em casa e o convidado para irem até sua residência. Ernandes tinha se aposentado no Amapá, mas estava residindo no Ceará atualmente.

Desde a tarde de ontem, todos então estiveram reunidos naquela casa. O procurador bebia, o delegado não estava bebendo. Já no início da noite, segundo testemunhas relataram à Polícia, a companheira de Cid Júnior foi até o carro do casal apanhar um remédio quando ouviu um disparo de arma de fogo. ´Olhei para onde o Cid estava e vi o Ernandes com a pistola na mão, erguida ainda. Ele a colocou na cintura e virou um copo de uísque logo em seguida´, disse a companheira do delegado aos policiais, no local.

Pânico

Neste momento, todos correram para fora da casa, por um portão lateral. Além do delegado, já sem vida, permaneceram dentro da casa a mãe dele e o procurador.
Os próprios familiares acionaram a Polícia. Em poucos minutos, dezenas de viaturas das Polícias Civil e Militar chegaram ao local e isolaram a área. O acesso da Imprensa não foi permitido até que a situação estivesse sob controle.
Quando a Polícia chegou ao local, encontrou a mãe do delegado ensangüentada - o filho teria caído em seus braços - e no jardim da casa. O procurador, estava no andar superior da residência.
Enquanto a Polícia decidia de que forma entraria na casa, foi a própria mãe do delegado quem entregou a arma do crime ao subtenente Fernando Dias, da Companhia de Eusébio. Ele recebeu a pistola de calibre 380 e o carregador com seis cartuchos intactos e um deflagrado das mãos da mulher de 83 anos de idade.
A situação permaneceu assim até as 19h40, quase duas horas depois do crime. Viaturas e policiais - inclusive das Forças Especiais das Polícias Militar e Civil - cercaram a área.
A esta altura, uma grande quantidade de moradores da região e jornalistas se aglomeravam no ponto de isolamento estipulado pela Polícia, a cerca de um quarteirão da casa.
Quando várias autoridades já estavam no local, aconteceu a invasão da residência.

DN

2 comentários:

Anônimo disse...

HA NAO SOU DE FAZER JUSTIÇA COM AS PROPRIAS MAO MAS ELE MERECE SER CONDENADO PORQUE MUITAS PESSOAS SAO CAPAZES DE FAZER ALGUMA COISA PELO NOSSO ESTADO E VEM UM BANDIDO E TIRA A VIDA DESSA PESSOA QUE ERA TAO CORAJOSO E CAPAZ.... SINTO MUITO PELO O ACONTECIDO MAS TENHO CERTEZA QUE VOCES VAO FAZER JUSTIÇA...

Talita disse...

È revoltante saber que esse competente delegado está morto. Um Homem da lei, cuja sua honestidade é rara, instinta entre vários que já conhecemos. Um cidadão que se preocupava com a proteção dos moradores da cidade e fazia de tudo para dar um pouco de paz e sossego aos habitantes. Agora nossa cidade fica quase entregue aos bandidos, o que será de nós...Durma em paz Cid Junior, a paz que você tanto almejou para nós, agora está contigo. Que Deus esteja com você!!!