Buracos, pontes quebradas, pequenas lagoas, lama. Chega a um ponto que só mesmo a pé e com dificuldades se consegue trafegar. É como se encontram as estradas vicinais, as vias que dão acesso aos distritos e localidades dos municípios. Com o volume de águas acima do normal neste período chuvoso, o arrombamentos de pequenos açudes e a sangria dos maiores, muitas comunidades continuam isoladas. Crianças estão sem aulas porque nem o transporte escolar consegue transitar pelas estradas estreitas. As CEs também apresentam trechos muito estragados.De acordo com o boletim da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, 4.734 quilômetros de rodovias (CEs e estadas vicinais) estão danificados por causa das chuvas. Distância quase igual à viagem de Fortaleza à cidade de Chuí, extremo sul do Brasil, no Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai, que é de 4.757 quilômetros. Segundo o DER, a malha rodoviária do Estado (CEs) é de cerca de 11 mil quilômetros. O órgão não tem a extensão das estradas vicinais porque elas são de responsabilidade dos municípios.
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