quinta-feira, 13 de março de 2008

Empresa Ômega Construções e Serviços LTDA usa água do SAAE de forma fraudulenta para execução de obras em Iguatu


Conforme laudo apresentado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Iguatu (SAAE), a empresa vencedora da licitação para a reforma e ampliação do Núcleo de Ciências Forenses - IML de Iguatu, no caso, a empresa Ômega Construções e Serviços LTDA, utilizou de forma clandestina (gato), ligação de água para a execução dos serviços da obra que está orçada em R$ 199.004,00.

Ainda de acordo com o laudo apresentado por técnicos do SAAE, o local não dispunha de ligação autorizada pelo órgão competente, vez que desde a desativação do IPEC, local onde as obras estão acontecendo, o hidrômetro havia sido recolhido, tendo em vista o natural processo de desativação do prédio. O laudo apresentou também a existência de um rompimento na tubulação de água oriunda do ramal predial, onde a notificada aproveitou-se da inexistência do referido hidrômetro para subtrair o líquido através de mangueiras conectadas na entrada do ramal predial.

O advogado do SAAE, Leonardo Capelo, afirmou que a utilização de ligação da água foi clandestina e que todos os procedimentos legais estão sendo tomados, inclusive com registro na Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu através de um Boletim de Ocorrência.

O fato está repercutindo de forma negativa na região Centro Sul do Ceará, tendo em vista, que a obra pertence ao Governo do Estado. Há quem diga no município que a empresa Ômega Construções e Serviços LTDA, responsável pela obra, é administrada por terceiros, ou seja, ninguém sabe realmente quem é o diretor presidente da empresa e quem assina por ela.

Paralela a esta informação a empresa Ômega Construções e Serviços LTDA, responsável pela manutenção e coordenação do cemitério Parque da Saudade em Iguatu, está sob investigação por conta de possíveis irregularidades quanto à inexistência de prestação de contas e ausência de documentos em relação ao campo santo. Até as informações contidas nos computadores foram deletadas para que os técnicos não tivessem acesso às mesmas. O cemitério está interditado por 120 dias, enquanto a apuração chega ao seu final.

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