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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Mortes por coronavirus aumentam e Ceará registra em janeiro maior número de óbitos desde agosto


As epidemias cruzadas de Covid-19 e influenza aumentaram expressivamente os casos das doenças desde dezembro, no Ceará. Porém, nesse período, as mortes por Covid também voltaram a aumentar: o mês de janeiro já registra o maior número de óbitos pela enfermidade desde agosto de 2021. De acordo com a plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), este mês acumula 114 mortes por Covid nos primeiros 18 dias. Agosto do ano passado, com 162, foi o último mês em que os registros passaram de uma centena. Os dados atuais também representam 87% dos 130 óbitos motivados pela doença na soma de novembro e dezembro.

Porém, o indicador é 60% menor que nos primeiros 18 dias de janeiro de 2021, quando houve 292 mortes no Estado. Naquele período, o Ceará ainda estava iniciando a vacinação. Um ano depois, mais de 80% da população está imunizada com duas doses.

Mas mesmo que os cearenses estejam se vacinando, por que as mortes continuam ocorrendo?

Especialistas explicam desde o início da campanha que o risco de óbito pela doença continua existindo mesmo após a imunização, independentemente de qual vacina tenha sido aplicada, porque, embora sirvam como proteção, nenhuma delas é 100% eficaz. Além disso, em um cenário de grande flexibilização de atividades comerciais e comportamentais e em que há pouca adesão ao distanciamento social, frisam, mais infecções podem ocorrer mesmo entre vacinados por causa da intensa circulação do vírus.

Some-se a isso a introdução da variante Ômicron, cuja transmissão é extremamente elevada. 13 mortes em um dia foram registradas no dia 10 de janeiro. A última vez em que esse número havia sido atingido foi em 5 de agosto de 2021. Em Fortaleza, que concentra 45% das mortes de janeiro (52 das 114), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) diz em seu último boletim epidemiológico que o cenário de estabilidade de óbitos vivenciado nos últimos meses “pode ser alterado pela dominância da nova variante Ômicron, que tem relevante escape vacinal, embora pareça ser menos ‘agressiva’, do ponto de vista do curso clínico”.

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