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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Setembro marca o início do período mais quente no Ceará

Setembro marca o início dos quatro meses mais quentes do ano no Ceará. A temperatura média compensada varia entre 28° C e 29° C, enquanto que a máxima média chega a ultrapassar os 36° C em alguns municípios cearenses. Além disso, este período é assinalado pela baixa umidade relativa do ar, inferior a 30%, o que requer cuidados com a saúde.

De acordo com o meteorologista da Fundação Cearense de Recursos Hídricos (Funceme), Raul Fritz, nos últimos meses do ano diminui a cobertura de nuvens no céu, por causa do término do período de chuvas. Com o céu “limpo” ou com poucas nuvens, a incidência solar e as horas de sol são maiores na superfície. “Por sua vez, faz subir a temperatura do ar sobre ela”, explica.

Fritz pondera que, felizmente, é um período de ventos mais fortes que acabam amenizando as temperaturas mais altas. “Faz com que a sensação de calor não seja muito grande, principalmente neste período, mas aumentando essa sensação em direção ao final do ano em que os ventos diminuem de intensidade”, reforça. O solo com menor cobertura vegetal verde e menos úmido nesta época também contribui para o calor, completa o meteorologista.

Segundo o meteorologista, o interior do estado, sem considerar as áreas serranas, tende a mostrar as temperaturas mais altas no início das tardes. “No litoral, temperaturas máximas menores”, acrescenta.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste mês de setembro, os municípios com as temperaturas médias compensadas mais altas são: Crateús (28,8° C), Iguatu (28,3° C), Sobral e Tauá (28,1° C). Já em outubro, lideram o mesmo ranking Crateús (29,5° C), Iguatu (29,3° C) e Tauá (28,9° C).

Em novembro, que é o mês mais quente do ano no estado, Crateús mantém a liderança na temperatura média, com 29,6° C. Em seguida, aparecem Iguatu (29,5° C) e Tauá (29,10º C). Por último, em dezembro, quando se aproxima do período de pré-estação chuvosa, os municípios mais quentes são: Iguatu (29,2° C), Crateús (29° C) e Tauá (28,6° C).

No último quadrimestre do ano, Sobral lidera em relação à temperatura máxima média, registrando 36,4° C (setembro), 36,6° C (outubro), 36,5° C (novembro) e 35,9° C (dezembro). Nestes dois primeiros meses, Crateús fica em segundo lugar, tendo 35,5° C e 36° C, enquanto Morada Nova acompanha nos dois últimos, com 35,9° C e 35,6° C.

Segundo o Inmet, nos últimos 39 anos, o recorde de temperatura máxima no quadrimestre é de Crateús, que em 2005 alcançou 39,8° C. Já no mês de setembro, especificamente, Morada Nova e Crateús dividem a liderança de quase quatro décadas, atingindo 39° C em 1998 e 2000, respectivamente.

Chuvas

Apesar de escassas, Fritz ressalta que há possibilidade de chuvas isoladas e relativamente intensas no Ceará entre setembro e dezembro. “Vem por outra, principalmente em direção ao final do ano, em áreas litorâneas e serranas ou Jaguaribana. Mas são ocorrências pouco frequentes. Em dezembro, pode ter mais eventos de chuva no Cariri”, explica.

Em setembro, a média pluviométrica no estado, segundo a Funceme, é a menor do ano, apenas 2,2 milímetros. Em outubro, chega a ser um pouco maior: 3,9 milímetros. À medida que se aproxima o fim do ano, o volume volta a crescer, sendo 5,9 milímetros, em novembro, e 31,6 milímetros, em dezembro, que marca a pré-estação chuvosa no Sul do Ceará.

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