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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

PIB do Ceará será divulgado até o fim do mês; queda deve ser menor que a do Brasil

Nessa terça-feira, 1º de setembro, os dados do segundo trimestre de 2020 revelaram tombo histórico do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de 9,7% na comparação com o trimestre anterior, que já foi de queda de 2,5%. Os dados da soma de riquezas produzidas pelo Ceará no mesmo período deve ser divulgado na segunda quinzena deste mês de setembro. E a expectativa é de queda, mas menor que a nacional.

De acordo com o presidente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), João Mário Santos de França, uma regressão no trimestre é esperada, porque praticamente toda e economia foi paralisada. Mas, o tombo no fim do ano deve ser menor do que o nacional.

Ele explica que isso deve acontecer por causa do "exitoso plano de retomada gradual da economia cearense", que iniciou seu quarto mês e até o momento não regrediu. Então, a retomada do Ceará caminha a passos mais rápidos na comparação com a economia brasileira. "Esperamos que a queda da economia cearense seja mais atenuada do que a nacional", diz.

"De fato, o Estado se antecipou com as medidas de isolamento na época correta e reabriu a economia no momento em que a pandemia demonstrava sinais claros de declínio e as condições sanitárias já estavam estáveis. E o processo de retomada está com praticamente todas as atividades abertas", destaca.

João Mário ainda cita dados do IBCR-CE, que nas últimas edições revelaram que a atividade econômica no Ceará encolheu menos do que a brasileira, o que seria um indício positivo neste momento.

"Não temos ainda a base de dados completa para adiantar se a queda deve ser menor que a nacional neste segundo trimestre, mas dentro da prévia do PIB, divulgada pelo Banco Central, o Ceará teve uma regressão quase dois pontos percentuais (p.p.) menor que o Brasil", afirma.

Brasil

O PIB nacional está no mesmo patamar do final de 2009, auge dos impactos da crise global provocada pela onda de quebras na economia americana.

A retração da economia resulta das quedas históricas de 12,3% na indústria e de 9,7% nos serviços. Somados, indústria e serviços representam 95% do PIB nacional. Já a agropecuária cresceu 0,4%, puxada, principalmente, pela produção de soja e café.

Pelo lado da demanda, a maior queda foi no consumo das famílias (-12,5%), que representa 65% do PIB. "Vale destacar no resultado nacional a queda no consumo das famílias. Pois sempre foi um motor muito importante do PIB brasileiro, sendo o responsável pela recuperação a partir de 2017. Mesmo agora com a retração, o consumo das famílias teve papel importante para impedir impacto ainda mais negativo a partir da transferência de renda do auxílio emergencial", observa o presidente do Ipece.

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