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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Ceará tem maior taxa de crianças de até 5 anos com obesidade

Excesso de peso e desnutrição podem parecer conflitantes, mas são faces da mesma moeda e mostram os desafios para garantir uma alimentação saudável nos primeiros anos de vida. Em 2019, o Ceará teve um registro de 33.123 crianças, com até cinco anos, com obesidade, o que representa 10,27% - maior porcentual do País. Na outra ponta, 11.102 crianças da mesma faixa etária ficaram abaixo do peso (3,34%), segundo dados do Observatório da Criança e do Adolescente, da Fundação Abrinq.

Desde 2015, quando a pesquisa foi adaptada a indicadores nacionais, o Ceará figura no topo do ranking de crianças com menos de cinco anos com obesidade. A nutricionista materno-infantil Mayara Ximenes explica que o desequilíbrio alimentar nesta faixa etária tem consequências duradouras: "doenças crônicas como diabetes, hipertensão, gordura no fígado, aumento dos níveis de colesterol e triglicerídios, cáries, transtornos alimentares, ansiedade, deficiências nutricionais", lista.

Origem do problema

As deficiências no cenário nutricional infantil começam, muitas vezes, na gestação e passam pela amamentação, explica Ximenes. "Às vezes a mãe não faz amamentação exclusiva, como orientado, e introduz alimentação precoce, estimulando o consumo de alimentos que não são para a faixa etária", detalha.

"Quando há um excesso de produtos industrializados, ricos em gorduras, açúcares, sódio e pobres em fibras, vitaminas e minerais, diante de uma rotina familiar que não tem base de frutas e verduras, fica muito complicado". A nutricionista atende pacientes tanto pela rede privada como pelo SUS e percebe que a questão financeira tem interferência neste processo.

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