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quinta-feira, 5 de março de 2020

Oito unidades de conservação ambiental no Ceará foram atingidas por óleo, aponta estudo

Um artigo elaborado por pesquisadores brasileiros publicado na Marine Policy, revista especializada em estudos oceânico, afirma que pelo menos oito Unidades de Conservação (UCs) no Ceará foram atingidas pela mancha de óleo derramada no litoral brasileiro em 2019. No país, 59 UCs foram impactadas pela poluição do petróleo.

As manchas de óleo começaram a ser registradas no litoral cearense no início de setembro do ano passado. Desde então, 40 toneladas de petróleo cru e sedimentos foram retirados das praias no Estado, conforme a Secretaria de Meio Ambiente do Ceará (Sema). Foram afetadas 48 localidades no Ceará, de acordo com o boletim mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os pesquisadores usaram os boletins do Ibama, com dados disponíveis desde o surgimento do óleo, para a elaboração do artigo científico. Eles foram motivados a organizar um material que possa ser usados para futuros estudos sobre o assunto com um grupo formado por professores de universidades federais das áreas da ciências do mar, biologia, botânica, direito, química, além de ambientalistas.

Conforme a publicação, o Ceará está em segundo lugar no ranking com o maior número desse tipo de localidades impactadas, ao lado de Pernambuco (8), atrás apenas da Bahia (15).

As Unidades de Conservação cearenses atingidas pelo óleo foram: Parque Nacional Jericoacoara, Parque Estadual do Rio Cocó, Parque Municipal das Dunas da Sabiaguaba, Reservas Extrativistas da Prainha do Canto Verde e do Batoque, Áreas de Proteção Ambiental do Lagamar do Cauípe, do Rio Pacoti e das Dunas do Litoral Oeste.

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