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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Câmara aprova cassação de prefeito estuprador do Ceará

O prefeito afastado José Hilson de Paiva foi cassado na manhã desta segunda-feira (28) na Câmara Municipal de Uruburetama. O processo foi aprovado por unanimidade entre os vereadores presentes.

A defesa do prefeito cassado afirma que a sessão que aprovou a perda do mandato do gestor pode ser anulada na Justiça. Um dos argumentos é que os advogados não foram notificados. Documento da Câmara, no entanto, comprova a notificação na última sexta-feira (25).

A sessão começou por volta das 9h. O gestor está preso desde julho deste ano, na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz, na Grande Fortaleza. O vice-prefeito Artur Wagner Vasconcelos Nery (PCdoB) é quem comanda a cidade desde o afastamento.

Preso

Primeiro, Paiva foi expulso do partido político (PCdoB) e afastado da gestão da prefeitura municipal de Uruburetama. Depois, proibido de exercer a medicina pelos próximos seis meses. Está preso desde 18 de julho.

Em menos de uma semana, desde a denúncia, José Hilson de Paiva, 70, foi alvo de sanções administrativas e penais. As medidas começaram a ser tomadas após o Sistema Verdes Mares exibir vídeos de pacientes sendo abusadas sexualmente dentro do consultório pelo médico e prefeito afastado.

Ao ser preso, o médico disse, em depoimento à polícia, que os estupros e as gravações dos atos se tornaram um "vício", segundo informou a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS) à época.

Segundo a delegada do município de Cruz, Joseanna Oliveira, o médico disse, ainda, que a prática virou fetiche há décadas e era um hobby fazer as gravações utilizando celulares e câmeras digitais.

Desde 1986

As primeiras denúncias ocorreram em 1986. Em 1994, duas mulheres foram à polícia denunciar José Hilson de Paiva por assédio sexual durante as consultas. O caso foi arquivado, sem que o médico fosse denunciado pelos crimes.

Em 2018, o prefeito voltou ao noticiário mais uma vez quando um dos vídeos com as relações abusivas que ele mesmo gravou foi divulgado na imprensa. Com a repercussão do caso, cinco mulheres procuraram a polícia e denunciaram o médico por crimes sexuais.

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