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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

MP do Ceará oferece nova denúncia contra médico preso suspeito de abusar de mulheres em Uruburetama

Uma nova denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o médico e prefeito afastado de Uruburetama José Hilson de Paiva. Desta vez, a denúncia se refere a condutas criminosas do médico que feriram a dignidade sexual de, até o momento, duas vítimas de Uruburetama. A primeira denúncia apresentada pelo MPCE, na última sexta-feira (2), se referia a outras duas vítimas de Cruz, município vizinho.

José Hilson foi indiciado por estupro de vulnerável no último mês de julho, após divulgação de denúncias de pacientes contra ele, em reportagens do Sistema Verdes Mares. Vídeos feitos pelo próprio médico durante décadas, que mostram os estupros, foram divulgados em matéria do Fantástico.

Ele está preso na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza.

A defesa do médico afirma que José Hilson não realizava atendimentos médicos nos períodos denunciados pelas vítimas.

"O estardalhaço midiático não reativa e nem faz ressuscitar o prazo decadencial de seis meses que cada uma das vítimas teria para representar criminalmente o investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude. Quantos às demais acusações, vamos avaliar, pois o acusado não clinicava há quase três anos e pessoas se dizerem vítimas do médico Hilson Paiva em períodos em que o mesmo não mais exercia a medicina nos causa estranheza. Vamos exercer o contraditório na fase judicial", disse o advogado Leandro Vasques.

A nova denúncia foi feita por meio do promotor de Justiça da Comarca de Uruburetama Marlon Welter, e dos promotores de Justiça integrantes do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc). Detalhes da denúncia não foram divulgados porque o caso corre em segredo de Justiça.

A Promotoria de Justiça de Uruburetama recebeu, durante o mês de julho, os depoimentos das primeiras quatro vítimas que se apresentaram à delegacia após a divulgação dos vídeos na imprensa. Antes disso, nenhuma mulher havia denunciado o médico, segundo o MPCE.

Ainda no mês de julho, o MPCE pediu a prisão preventiva de José Hilson de Paiva, decretada pela Justiça no dia 19 de julho. Dez dias depois, o médico foi transferido para o sistema penitenciário do Ceará.

Segundo o MPCE, no primeiro inquérito instaurado em junho deste ano, sob responsabilidade do Nuinc, até o momento seis vítimas e uma testemunha foram ouvidas. Em 15 de julho deste ano, foi instaurado outro inquérito policial em Uruburetama, quando novas vítimas começaram a ser ouvidas.

Ainda de acordo com o ministério, pelo menos 18 vítimas já identificadas nas imagens exibidas pela imprensa ainda vão ser convidadas para prestarem declarações.

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