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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Ceará é o 4º Estado do NE em casos confirmados de hepatite A

Caracterizada pela inflamação do fígado, a hepatite nem sempre se faz notar. Muitos casos são assintomáticos, principalmente aqueles em que a doença é transmitida por vírus - passando a ser classificada pelos subtipos A, B, C, D e E. No Ceará, entre 1999 e 2018, foram registrados 6.667 casos confirmados de hepatite A, o que coloca o Estado como o 4º do Nordeste com maior número de ocorrências da doença, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e levantados pelo Núcleo de Dados do Sistema Verdes Mares.

A incidência de hepatite A foi diminuindo até 2011, quando foram registrados 164 casos confirmados, uma redução de 83,95% em comparação a 2007. Já entre os anos de 2011 e 2013, contabilizou-se um aumento de 37,19% em todo o Estado.

Uma diminuição foi observada, porém, entre 2007 e 2018, período em que os casos confirmados da doença foram reduzidos em 97,45%. Assim como o tipo E, a hepatite A é transmitida pelo contágio oral-fecal, devido às condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos.

"A hepatite A é um tipo agudo, em que normalmente os pacientes ficam com sinais como vômitos frequentes, coloração amarelada nos olhos e a urina escura", explica o infectologista Danilo Campos. "Esse tipo pode ser evitado através de cuidados como higiene pessoal e dos alimentos, além da vacinação", diz.

A hepatite B também pode ser prevenida através da vacina, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda conforme o Ministério da Saúde, foram registrados 2.843 casos confirmados do tipo B no Ceará entre 1999 e 2018.

Transmissão

Diferentemente do tipo A, essa doença teve um aumento entre 2007 e 2018: os casos confirmados cresceram 33,3% no Estado. O tipo B pode ser transmitido por contato com sangue, através de objetos que furam ou cortam.

Também podem ocorrer a transmissão vertical, que acontece durante a gravidez e o parto, e a transmissão sexual. Para evitá-las, recomenda-se também "o uso de preservativos durante relações sexuais, não compartilhar seringas nem lâmina de barbear, e ter cuidado com materiais contaminados", ressalta Danilo Campos.

Terceiro

As formas de transmissão do tipo B são as mesmas das hepatites C e D, que tiveram, respectivamente, 1.782 e 23 casos confirmados no Ceará, também entre 1999 e 2018. Nesse período, o Estado foi o 3º do Nordeste com o maior número de casos do tipo C.

Diagnóstico

"Para a enfermidade do tipo C, não há vacina. A principal estratégia para sua prevenção é o diagnóstico e tratamento precoces, com altas taxas de cura. Hoje, a hepatite C é a responsável pela maior parte dos óbitos por hepatite viral, e a terceira causa de transplante hepático no País", afirma o infectologista.

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