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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Número de cidades do Ceará em contingenciamento de água cai quase 90%

Depois de um período crítico durante a quadra chuvosa de 2018, com 46 municípios em situação de contingência no abastecimento de água, neste ano, o quadro está bem mais favorável. Caiu para seis o número de cidades que enfrentam crise na distribuição de água à população: Itapiúna, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Parambu, Pereiro e Piquet Carneiro. A redução foi de 86,9%.

"Tivemos um bom inverno e uma boa recarga na maioria dos açudes", observou o diretor de Negócios do Interior da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Hélder Cortez. Pelo menos até a próxima quadra chuvosa, as seis cidades permanecerão em um quadro de contingenciamento. Os açudes que fornecem água para os sistemas de abastecimento destas localidades não tiveram recarga. E esse é um problema que já ocorre há alguns anos. Mombaça, Monsenhor Tabosa, Pereiro e Piquet Carneiro já estavam em situação crítica há um ano e permanecem atualmente.

Hélder Cortez explicou que através da reunião semanal do Grupo de Contingência da Seca, as situações das cidades e dos açudes são avaliadas e ações de atendimento, definidas. "Implantamos adutoras, perfuramos e religamos mais poços profundos para que a cidade não fique sem abastecimento", pontuou. Cada cidade tem suas dificuldades próprias, mas no geral, Hélder avalia que este é o melhor cenário dos últimos oito anos. "Tivemos situação de alívio em muitos municípios e já chegamos a ter 50 cidades em situação de contingência de abastecimento no passado".

Problemas e soluções

Em Itapiúna, o Açude Castro acumula apenas 0,6%. "Vamos perfurar mais poços para atender à demanda", adiantou Cortez. Já em Mombaça, o Açude Serafim Dias continua seco desde 2016. "Já estamos atendendo à cidade com poços profundos e há geólogos definindo novas áreas para perfurarmos mais unidades". O Açude Parambu que abastece a cidade de mesmo nome na região dos Inhamuns obteve uma recarga suficiente para atender à demanda até o fim deste ano. O Açude São José II em Piquet Carneiro está com 2,6%. Por lá, existe a necessidade de ampliação no número de poços profundos.

Já em Monsenhor Tabosa, o abastecimento vai continuar exclusivamente por meio de poços profundos, porquanto o reservatório local permanece seco. Esse mesmo quadro ocorre em Pereiro, no Vale do Jaguaribe, que enfrenta há pelo menos quatro anos crise no abastecimento. O Açude Adauto Bezerra permanece seco. "A recarga não é suficiente para um mês", lamenta Cortez. "A nossa expectativa é a adutora que o Dnocs está instalando e que deve ser concluída em 60 dias".

O diretor da Cagece chama a atenção para o fato de que, mediante a crise, os moradores se adaptaram, reduzindo o consumo de água. Já os técnicos dos órgãos envolvidos em assegurar a distribuição de água para as famílias, encontraram alternativas e soluções efetivas que servem, hoje, de modelo. "Essa crise que vem desde 2012 está sendo um aprendizado para todos nós", pontuou. "Para cada realidade temos um plano de ação".

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