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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Envolvido no furto do Banco Central terá pena reduzida sem nunca ter sido preso

Um dos envolvidos no furto do Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 2005, terá sua pena reduzida sem nunca ter sido capturado. A defesa de Antônio Artenho da Cruz, conhecido como o "Bode", foi comunicada nesta segunda-feira (8) que a Justiça decidiu em favor dele pela extinção da punibilidade pelo crime de formação de quadrilha. Com isso, Artenho terá 3 anos a menos de tempo de prisão. O acusado, no entanto, permanece na condição de foragido pelos crimes de lavagem de dinheiro e furto qualificado.

Nascido em Boa Viagem, a cerca de 220Km de Fortaleza, ele é o único envolvido no furto que nunca foi preso. Apesar da decisão expedida pela 12ª Vara da Justiça Federal do Ceará, não há previsão de que ele se entregue.

"Esclarecemos que encontra-se em trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ) habeas corpus requerendo a decretação da extinção da pena em relação ao delito de lavagem de dinheiro, por atipicidade da conduta", disse a advogada Erbênia Rodrigues, que representa a defesa de 'Bode'.

Há pouco mais de um ano, em junho de 2017, o STJ decidiu reduzir a pena de Artenho de 27 anos e sete meses para 13 anos de prisão. Agora, a previsão, é que mais três anos sejam descontados. A maior sentença contra ele foi proferida em decisão de janeiro de 2008.

Para a Justiça Federal, o acusado tem "personalidade desvirtuada e voltada para o crime, bem como suas condutas sociais reprováveis". A Polícia Federal (PF) identificou que ele foi um dos escavadores do túnel, que chegou ao cofre do BC. Em pelo menos duas situações, a Polícia esteve perto de capturar Artenho, que costumava visitar o pai, em uma fazenda, em Boa Viagem.

Mais de R$ 164 milhões levados
O furto ao Banco Central de Fortaleza ocorreu após três meses de planejamento e escavações. A quadrilha conseguiu sair de uma residência, e chegar ao cofre da instituição e furtar mais de R$ 164 milhões, no dia 5 de agosto de 2005, por meio de um túnel.

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