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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ciro Gomes afirma que não deve receber apoio do PT

O pré-candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, afirmou acreditar que o PT não deve apoiar um nome de outro partido nas eleições. O ex-governador do Ceará foi entrevistado nesta quinta-feira (12) por José Luiz Datena no 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes.

Segundo informação apurada pela colunista da BandNews FM Mônica Bergamo, Ciro acreditava que iria receber apoio do Partido dos Trabalhadores, que teria dois caminhos durante o pleito eleitoral: apoiar o candidato do PDT ou enfrentar um fiasco após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

À Rádio Bandeirantes, Ciro afirmou que o PT tem a “natureza” de manter a centralidade nas eleições e que a tendência é se escolher um petista para ocupar o lugar de Lula como candidato do partido. Para ele, a decisão é “natural e compreensível”.

Ciro Gomes ainda disse que o contexto atual do partido é complicado e defendeu o respeito e tolerância. "Chegar às vésperas de uma eleição importante como essa, depois de um golpe de estado e de todo o colapso que aconteceu no país, e estarem em uma situação dessas, temos que ter tolerância, respeito."

"O PT não preparou uma segunda liderança, fica travado na ideia de que qualquer sinalização de debate o futuro do país sem o Lula pareceria uma traição, quando de fato há um país de 206 milhões de bocas pra gente alimentar, milhões de desempregados pra gente arrumar uma oportunidade de trabalho, violência, tudo isso é muito mais grave", continuou.

Prisão de Lula

O pré-candidato voltou a criticar a prisão do ex-presidente Lula e defendeu maior “equilíbrio” às decisões do poder Judiciário. "A minha opinião é que há uma injustiça intrínseca nisso, porque a sociedade brasileira tem uma grande queixa em relação a impunidade dos poderosos. e aparentemente, parte da sociedade está feliz quando o ex-presidente parece encerrar, na cadeia, essa crônica de impunidade. Mas quando a gente olha para o outro lado do espectro político brasileiro, parece muito rara a mesma severidade da lei.”

“Por tanto, o que o Judiciário brasileiro deve fazer nesse instante é, em uma posição de equilíbrio, mostrar as evidências que lhe formam convicção, mas demostrar acima de tudo ao povo brasileiro que a lei severa é pra tudo mundo e não só para política", continuou.

Ciro também falou sobre certa seletividade na condenação de políticos de outros partidos. "O que parece estranho à sociedade brasileira é o punhado de evidências eloquentes contra os figurões do PSDB e nenhum deles passou por qualquer tipo de constrangimento."

Por fim, o ex-governador ainda defendeu o diálogo como caminho para eleições democráticas e construção de um governo de unidade nacional.

Polêmica com Youtuber

Ciro Gomes também comentou a polêmica recente em que se envolveu com o youtuber Arthur do Val, do canal Mamãe Falei. Na última segunda-feira (9), durante um intervalo do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, o pré-candidato foi questionado sobre uma suposta fala em que afirmava que organizaria um sequestro para tirar Lula da cadeia. O ex-governador negou a informação e ouviu “Espero que você nunca seja presidente”. Em reação, empurrou a mão no pescoço do youtuber, que é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).

O político afirmou que se tornou “a bola da vez” e que, junto ao PDT, tomou a decisão de se precaver, passando a andar com apoiadores durante os eventos de campanha. "Essa turma fascista que é animada pelo Bolsonaro acha, que com o Lula fora do jogo, a ameaça agora sou eu, e a ideia é provar que eu sou um cara pavio curto, que eu vou reagir fisicamente."

"Agora eu vou ter que me precaver, o que me desagrada muito. Mas a minha responsabilidade depois de tudo o que aconteceu cresceu tanto que eu me rendi ontem, um uma reunião do partido, que resolveu colocar uma turma junto comigo", revelou.

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