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domingo, 4 de março de 2018

Novo inquérito praticamente inviabiliza sonho de Temer tentar reeleição

No mesmo dia em que tomou posse o novo diretor da Polícia Federal, foi autorizada a inclusão do presidente Michel Temer (MDB) em mais um inquérito. É a segunda em andamento. E há duas denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra ele, suspensas por decisão da Câmara dos Deputados até que ele deixe o cargo.

O presidente acaba de trocar o diretor-geral da Polícia Federal que irá investigá-lo em mais um caso. Além dele, há dois poderosos ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), alvos do mesmo inquérito. O antecessor de Rogério Galloro na PF, Fernando Segovia, caiu porque deu indicações de que o outro inquérito contra Temer seria arquivado.

A denúncia é divisora de águas para o governo Temer, para a Procuradoria Geral da República e para a Polícia Federal.

No plano político, o governo se via livre da necessidade de correr atrás de votos dos parlamentares e planejava inverter a relação. Cobrar fidelidade canina em troca de cargos e verbas. Enquanto isso, Temer apostava na melhora da economia para sonhar com uma candidatura à reeleição. Tudo isso ruiu ou ficou seriamente abalado.

A perspectiva de candidatura já era remota e sofreu mais um golpe. O inquérito sobre o favorecimento a empresa com mudança em regras no setor portuário tinha sinais de estar sendo enviado ao arquivo, conforme disse Segovia. Um presidente impopular ir para uma campanha de reeleição com a Polícia Federal o investigando não é algo que se possa chamar de confortável. Talvez nem viável.

Blog do Eliomar

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