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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Pipeiros realizam manifestação em Orós e categoria continua paralisada

Uma semana após iniciar a paralisação por tempo indeterminado, no Ceará, os pipeiros (condutores de caminhões pipa) promoveram concentração, nesta segunda-feira, em seis cidades do Interior, para reforçar a pauta de reivindicações ao Ministério da Integração Nacional e ao Exército.

A novidade foi um apelo lançado pela categoria e por representantes de comunidades rurais ao governo do Estado para que faça uma intermediação junto ao governo federal.

Sem abastecimento de água há oito dias, as localidades rurais enfrentam o agravamento da crise de falta de água. “O problema deve piorar se não houver uma resposta positiva do governo federal”, disse o diretor do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece), Edvan Rifane. “A paralisação vai continuar e vamos bloquear rodovias”.

Na manhã de hoje, terça-feira, 14, haverá uma reunião entre os representantes dos pipeiros e o comando da 10ª Região Militar, em Fortaleza. “Esperamos que as nossas reivindicações sejam atendidas”, observou o presidente do Sinpece, Eduardo Aragão.

Números

No Ceará, segundo o Sinpece há cerca de 1900 caminhões cadastrados na Operação Pipa. Desse total, pelo menos 1800 aderiram à paralisação. Mais de 800 mil pessoas estão afetadas sem a distribuição regular de água em 130 municípios do Interior. Além do Ceará, pipeiros entraram em greve no fim de semana passado em Pernambuco e na Bahia.

Reivindicações

As reivindicações do Sinpece incluem cumprimento do prazo de pagamento, organização de prestação de contas, utilização de dois meios de comprovação de entrega da carga de água e reajuste do valor pago pelo quilômetro rodado, melhoria do equipamento que faz o controle de deslocamento dos veículos do ponto de captação de água até a comunidade atendida por meio de um equipamento Gpipa.

“O rastreador é ofertado pelo consórcio TBK de Pernambuco, contratada pelo Exército, mas são ruins, apresentam problemas, erros, e as carradas não são pagas”, frisou Rifane. “Já apresentamos sugestões, mas não tivemos respostas”.

DN Centro Sul
jornalista Honório Barbosa

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