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terça-feira, 6 de junho de 2017

Temer estuda pedir prorrogação de prazo para respostas à Polícia Federal

O presidente da República, Michel Temer, estuda pedir prorrogação no prazo para responder às 82 perguntas feitas pela Polícia Federal. Nesta segunda-feira (5), a Polícia Federal enviou a Temer as perguntas do depoimento que o presidente irá prestar por escrito no inquérito a que ele responde por suspeita de envolvimento nos crimes de corrupção, obstrução à justiça e organização criminosa.

A Polícia Federal entregou as perguntas às 16h30 aos advogados do presidente. Foram 82 questões, que não abordam apenas o áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, mas outros fatos investigados no inquérito. O presidente poderá responder às perguntas por escrito, ou recorrer ao direito, concedido a todo investigado, de permanecer em silêncio.

Por enquanto, Temer tem até as 16h30 desta terça-feira (6) para devolver as respostas. No entanto, seus advogados e auxiliares estudam pedir uma prorrogação no prazo. Interlocutores do presidente argumentam que a quantidade de perguntas é excessiva e com muitos detalhes para descrever.

Temer chegou ao Palácio do Planalto por volta das 9h30 e se reuniu com auxiliares e ministros do chamado núcleo-duro, como Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil). O presidente também recebeu o presidente do Banco Central, Ilan Goldfjan, junto a assessores legislativos para tratar de medidas de interesse da instituição no Congresso Nacional.

A entrega das respostas também acontece no dia em que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa o julgamento que pode cassar a chapa Dilma-Temer e os advogados estão focados na ação da Corte. Assim, afirmam, fica difícil responder a todos os questionamentos.

Para assessores do Planalto, o envio das perguntas na véspera do julgamento e o prazo inicial de 24 horas, antes de a sessão no Tribunal, marcada para as 19h, ser iniciada, é uma forma de pressionar os ministros do TSE e reforçar detalhes que estão sendo investigados no inquérito. Outra crítica de auxiliares de Temer foi a forma como as perguntas foram disponibilizadas.

Uol

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