Após um período de quatro meses e uma semana sem registros de homicídios, o município de Salitre voltou a registrar uma morte violenta nesta quarta-feira (25). Wanderley Sousa da Silva, de 38 anos, residente na Travessa Padre Cícero, no Bairro Alto Alegre, faleceu em um dos leitos do Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte, por volta da 1h da madrugada. Ele havia sido baleado na noite da última segunda-feira (23), nas proximidades de sua residência.
A morte de Wanderley Sousa da Silva marca o primeiro homicídio de 2026 em Salitre, representando 12% do total de oito ocorrências registradas no ano anterior. O último caso havia acontecido em 19 de outubro do ano passado, quando o agricultor José João da Silva, de 54 anos, foi brutalmente assassinado a pedradas, resultando em esfacelamento craniano, perto de sua casa na Rua São José, no centro de Salitre. Naquela ocasião, o acusado foi preso por policiais militares, e a vítima não possuía procedimentos criminais.
Wanderley Sousa da Silva respondia a um procedimento criminal por homicídio duplamente qualificado em Gurupi (TO), sua cidade natal, onde atuava como construtor. Em 13 de março de 2016, ele e outros seis detentos foram acusados de espancar até a morte Ademir Prestes dos Santos, logo após o retorno deste de uma audiência no fórum de Palmas (TO). De acordo com a denúncia do Ministério Público, a motivação do crime foi uma suposta "talaricagem", gíria utilizada entre detentos para se referir a um preso que se relaciona com a mulher de outro.
A Polícia Civil de Salitre deve investigar o caso para esclarecer as circunstâncias do tiroteio que levou à morte de Wanderley e identificar os responsáveis.

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