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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Pelo menos 25 municípios do Ceará estão devendo salários aos servidores públicos

Em meio à crise financeira e às mudanças de gestão, ao menos 25 prefeituras cearenses estão em dívida com o salário dos servidores municipais e têm de amenizar insatisfações para evitar colapsos no funcionamento da máquina pública. Os dados são da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado (Fetamce). 

Em geral, são municípios em que as novas administrações herdaram dívidas e débitos na folha de pessoal – a maioria referentes a dezembro de 2020, mês em que se encerraram mandatos nas prefeituras. Em alguns casos, as gestões não sabem mensurar o quanto devem aos servidores e fornecedores, por ainda estarem calculando despesas. 

Cariri 
É o caso de Barbalha, onde profissionais da limpeza urbana e coleta de lixo interromperam parcialmente suas atividades por não receberem salário referente ao mês de dezembro, conforme a Prefeitura. Segundo levantamento da Fetamce, até agora, apenas os honorários de servidores da Saúde e dos vinculadas à Secretaria de Finanças tiveram seus vencimentos pagos em dia.

A Prefeitura de Barbalha ressaltou, através de assessoria, que já conversou com os sindicatos e começará a pagar os salários em atrasos a partir do dia 13 deste mês, com previsão para encerrar os repasses no dia 18. O município atribui a demora às dificuldades impostas pela gestão anterior, à qual acusa de deixar uma dívida de R$ 12 milhões. 

Ainda ontem, Juazeiro do Norte também viu consequências por atrasos no pagamento. Parte dos servidores paralisou, deixando quatro postos de saúde sem funcionar e a população sem serviços em meio à pandemia. O Sindicato da categoria fez um acordo para retomar os trabalhos ainda hoje.

O município se comprometeu a pagar os valores de efetivos (avaliados em R$ 13 milhões) nos próximos dias, tão logo o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) tenha acesso às contas bancárias da prefeitura. Os demais funcionários, como temporários e comissionados, receberão seus proventos à medida que ‘entrar dinheiro em caixa’, conforme a gestão. 

Diário do Nordeste

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