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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Trio é preso ao tentar compensar cheque clonado de R$ 49,3 milhões no Ceará

Dois homens e uma mulher foram presos suspeitos de tentar compensar um cheque clonado de R$ 49,3 milhões em uma agência bancária no Bairro de Fátima, em Fortaleza, nesta terça-feira (22). O cheque continha a assinatura falsa do gerente executivo de um banco de São Paulo. O trio foi preso em flagrante na própria agência bancária.

De acordo com o delegado Carlos Teófilo, adjunto da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), pai e filha foram até o banco tentar sacar o valor de R$ 1 milhão com um contrato falso. O terceiro suspeito chegou em seguida com o cheque milionário em mãos. Eles disseram que o dinheiro havia sido adquirido em trabalhos feitos para empresas.

Distribuição do dinheiro

Os suspeitos queriam distribuir os R$ 49,3 milhões para várias outras contas bancárias e o gerente do banco ao qual foram pensou que a distribuição do dinheiro seria feita através de transferência. Os suspeitos, no entanto, apresentaram um cheque, o que fez com o que o gerente desconfiasse.

"Ao receber esse cheque, ele (o gerente) já imaginou que se tratava de uma fraude e entrou em contato com a delegacia de defraudações", conta o delegado, que também informou que o CNPJ da empresa que o cheque continha estava no nome de uma mulher dona de uma empresa em Goiás. O delegado investiga se a mulher foi vítima dos suspeitos

De acordo com o delegado, o cheque é falso. "Eles imaginaram que, com o banco aqui em Fortaleza vendo um cheque com a assinatura do gerente executivo do banco de São Paulo, conseguiriam sem nenhum problema obter essa quantia. Esse cheque é falso. O papel não é verdadeiro, ele não foi emitido pelo banco. É um cheque materialmente falso", relata o delegado.

Os suspeitos teriam feito o contrato falso como forma de mostrar que havia clareza na negociação que eles tinham feito, segundo o delegado.

Fraude em empresa de Goiás

A polícia acredita que os suspeitos conseguiram dados da proprietária da empresa em Goiás que seria a dona dos quase R$ 50 milhões, de forma fraudulenta, e que o trio estava usando o nome da empresa de forma criminosa.

"O objetivo deles era de colocar, repassar, transferir esses valores para diversas contas. A história era que um milhão ia para conta da empresa da dupla, e o restante queriam que fosse transferido para diversas outras contas", diz Teófilo.

A polícia não conseguiu identificar outros suspeitos de envolvimento no crime pelo fato de o trio não ter repassado dados de outras contas bancárias para transferências.

Os suspeitos foram autuados pelos crimes de falsidade ideológica, falsificação de documento, uso de documento falso e tentativa de estelionato.

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