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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Cearense de Futsal tem Clássico-Rei e protocolo de segurança

A bola pesada vai rolar mais uma vez nas terras alencarinas. Parte da tradição esportiva do Estado, celeiro de grandes nomes da modalidade, o Campeonato Cearense de Futsal Masculino de 2020 tem início neste sábado (5), com rodada inaugural transmitida pela TV Diário a partir das 16h15.

No calendário da Federação Cearense de Futebol de Salão (FCFS), os jogos estavam previstos para maio, mas o avanço da pandemia de Covid-19 adiou a competição. O aval do Governo e da Prefeitura de Fortaleza ocorreu na sexta (28), cinco meses depois, com nova etapa da flexibilização do isolamento social.

Assim, um protocolo de segurança foi montado para a modalidade e tem um calendário de datas variáveis até a definição do novo campeão estadual - em 2019, o título ficou com o Ceará Sporting Club no mesmo ano de retorno da instituição ao esporte. Ao todo, 14 clubes brigam pela taça.

"Esse ano foi cheio de expectativas, ninguém esperava a pandemia. Nossa modalidade foi paralisada em 14 de março e retornamos agora em setembro, mas durante todo o período tivemos reuniões com secretarias de esporte estadual e municipais, muito trabalho para conseguir montar o protocolo de acordo com as normas dispostas na FIFA, com orientações da secretaria de desenvolvimento econômico e de saúde", explicou Roberto do Vale, presidente da FCFS

A distribuição de equipes tem pela frente três grupos. Na chave A, além do Vovô, há concorrência de Fortaleza, Sumov, Universidade Federal do Ceará (UFC), Grêmio Recreativo Pague Menos e BNB/Guerreirinhos - todos da Capital.

Os demais blocos ocupam zonas mais distantes. No B, Eusébio, Pacajus, Acarape e Reds-Pereiro se enfrentam, os representantes da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O C é composto por Pires Ferreira, Camocim, Itapipoca e José Romão-Sobral, integrantes da região Norte.

O campeão da 13ª edição do Estadual garante premiação de R$ 10 mil e vaga na Copa do Nordeste da modalidade. Em termos individuais, será definido o melhor jogador, revelação do ano, goleiro.

Formato das disputas

O chaveamento dividido entre Capital, RMF e Interior foi uma das alternativas encontradas pelo comitê de elaboração das ações de segurança da FCFS. Como Fortaleza é o município mais desenvolvido no nível quatro do plano de retomada da economia esboçado pelo governador Camilo Santana (PT), a cidade tem menos restrições que as demais, além de apresentar um declínio do avanço da doença.

Logo, apenas as partidas do Grupo A serão realizadas. O regulamento prevê quatro das oito equipes da chave avançando ao mata-mata. O formato é replicado nos chaveamentos B e C. Como cada um possui quatro clubes, dois conseguem classificação às etapas eliminatórias.

Os embates ocorrem de acordo com a pontuação obtido por cada eixo, alternando Capital x Interior nas quartas, semifinais e grande decisão. A proposta, no entanto, envolve diretamente a incidência do novo coronavírus no Ceará.

Plano B

Para concluir uma nova etapa de transição das cadeias produtivas nas cidades cearenses, o Governo do Ceará estipulou três critérios basilares: ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), número de casos confirmados de Covid-19 e índice de óbitos.

Com a indefinição provocada pela doença, um regimento foi montado pela Federação para conseguir concluir a competição mesmo em situações mais adversas: cenário sem liberação do Interior.

A data disponível até a conclusão do torneio é o dia 19 de dezembro, logo há um projeto alternativo que prevê uma disputa direta em cada uma das chaves até definição do novo campeão de futsal.

"A gente tem o plano B, é importante ter caso a doença siga crescente nas demais regiões. Mas o pensamento é positivo quanto aos casos de infectados. Então a gente tem essa projeção baseada em dados da Secretaria de Saúde (Sesa). O torneio vai ser concluído em 2020", garante Roberto.

Como medida de ampliação da proteção de atletas, comissões técnicas e membros da arbitragem, o protocolo de futsal no Ceará exige a aplicação testes de Covid-19 antes dos jogos através de exames sorológicos com identificação de anticorpos IgG/IgM ao SARSCoV-2, seja teste rápido ou coletado em laboratório.

Clássico-Rei

Dentre os atrativos do Campeonato Cearense, um dos momentos mais aguardados é a retomada do Clássico-Rei na bola pesada. Desde 2007, Ceará e Fortaleza não se enfrentam na competição estadual.

O ano marcou o encerramento das atividades do Alvinegro de Porangabuçu. O retorno ocorreu na última temporada, com as conquistas consecutivas do Estadual e da Copa do Nordeste.

O Leão, por outro lado, tenta o recomeço dentro de quadra. O time de futsal tricolor paralisou as atividades no principal em 2009, com o retorno 10 temporadas depois.

Inscrito na Copa do Estado em 2019, a instituição preparou entrada no Campeonato Cearense somente em 2020.

De todo modo, a rivalidade ganhou novo capítulo na modalidade em duelo histórico reeditado após 13 anos. Para Roberto do Vale, mesmo sem possibilidade de presença dos torcedores nos ginásios, o torneio se torna memorável com o confronto realizado.

"O retorno dos times de camisas é extremamente benéfico ao futsal. Hoje, a torcida na Capital são aqueles familiares de atletas, amantes do esporte, a nossa média é entre 500 e 800 pessoas por jogo, público flutuante. No Clássico-Rei, tinha jogo de 5 mil presentes na década anterior. Fui para finais em que multidões ficavam do lado de fora por lotação total do ginásio, é um evento popular", aponta.

Em busca da manutenção da hegemonia, a diretoria do Ceará investiu na montagem do elenco e trouxe reforços, como o pivô Samuelkson, atleta que já passou pela equipe e tem na bagagem de grandes times cearenses. O Vovô também acertou a chegada do técnico Deividy Hadson, ex-Horizonte e um dos nomes mais vitoriosos da história do futsal.

A aposta do Fortaleza, por outro lado, é na juventude. Com base montada em jogadores sub-20, o time manteve a comissão técnica sob gestão do experiente Aires e fez a mescla com peças pontuais como o fixo Marciel (39 anos).

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