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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Músico cearense estreita laços com filho na quarentena por meio da arte

Do despertar ao amanhecer, a casa do músico cearense Assun é habitada por canções. E se, antes do isolamento compulsório, em face da pandemia do novo coronavírus, a maioria das práticas musicais eram feitas individualmente, agora ele tem um companheiro para dividir o talento. Trata-se do próprio filho, o pequeno Gael, de cinco anos de idade.

“A gente faz música o dia inteiro. Gael é muito desenvolto musicalmente. Desde a barriga, ele mexia muito quando a mamãe ia aos shows. O primeiro que ele foi tinha dois meses”, conta o artista. Agora, já maior, a criança aprende com o pai a tocar bateria, teclado, guitarra, violão e kazoo, num ritmo de aconchego e beleza.

A dinâmica de aprendizado se espalha por todo o lar. Eles cantam no chuveiro e fazem músicas com objetos, brincam de rimar, assistem a shows e mergulham em aplicativos musicais no celular. “Ele adora! Aliás, nós adoramos”, comenta Assun. “A arte passa por várias camadas da nossa relação atual”.

Essa particularidade, talvez, seja o fato mais importante para o músico neste momento de intensificação do contato com o filho em casa. Assun já havia comentado com a esposa, Gabriela Padilha, o quanto percebe que, no futuro, Gael deve lembrar desse período de confinamento como uma época em que ele estreitou, de maneira singular, os laços de afeto.

“Sou professor em tempo integral, então passava o dia fora de casa, educando outras crianças e dedicando mais tempo aos filhos de outras pessoas do que ao meu próprio filho. E isso mudou bastante. Antes da pandemia, eu tocava à noite e, às vezes, de madrugada, nos processos de composição, shows ou estudos, sempre depois que Gael dormia. Com o trabalho e aulas remotas, surgiu a oportunidade de tocar mais com meu filho, unindo-me a seu desenvolvimento e talento nato”, detalha o artista.

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