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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Capacidade de análise será de 12 mil testes por dia em agosto no Ceará

O Ceará já realizou 439.787 exames para diagnóstico da Covid-19 em unidades públicas e privadas. Desse total, apenas 107.181 foram do tipo RT-PCR, que é considerado o teste "padrão ouro" para identificação do novo coronavírus. O que corresponde a 24,37% do total. A maioria, 318.771 exames (74,48%), foram testes rápidos. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), a perspectiva é que a capacidade de testagem RT-PCR deve ser seis vezes maior a partir da implantação de Central Analítica Fiocruz Ceará para diagnóstico da Covid-19. A unidade poderá realizar 10 mil testes por dia.

A capacidade de testagem saiu de 100 para 2 mil testes por dia no Estado. Além da baixa capacidade de análise dos exames, no início da pandemia havia falta de insumos para colher as amostras.

"Aumentamos a capacidade de testagem incorporando outras parcerias como universidades, a UFC (Universidade Federal do Ceará) pelo NPDM (Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos), a UFCA (Universidade Federal do Cariri) e Unifor, ampliamos o Hemoce e fizemos edital de chamamento público para empresas", explica Magda Moura de Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa e professora da Faculdade de Medicina da UFC.

"Ao longo da pandemia, a comunidade internacional foi se apropriando da questão da testagem. A gente comprou testes rápidos e foram distribuídos. Hoje em dia, a gente entende que esses testes não são os mais adequados a não ser para a realização de pesquisas de inquérito sorológico. Fortalecemos a testagem RT-PCR que, nesse momento, está sendo ampliada para unidades sentinelas sejam elas UPAs, Centros de Testagem e Unidades Básicas de saúde com essa qualificação", explica.

Conforme Magda, "a capacidade do estado se encontra ociosa porque os municípios não estão enviando as amostras". Conforme Sayonara Cidade, presidente do Conselho das Secretárias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems/CE), isso ocorre porque a quantidade de swabs (utilizados para colher as amostras) entregues para os municípios é pequena. "Precisa distribuir mais swabs para as regionais de saúde. Precisa que o Estado descentralize a distribuição dos insumos. O secretário solicita material, recebe, faz a coleta e manda para o Lacen", detalha. Ela ressalta que a instalação de laboratórios para análise de testes em Sobral e no Cariri anunciada pelo governador Camilo Santana deve "facilitar o planejamento dos municípios e agilizar a realização dos exames".

"O cenário perfeito não existe porque não temos como testar todo mundo todo dia. Queremos testar o máximo possível, mas nunca vamos ter o ideal", avalia Luciano Pamplona, biólogo epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da UFC. Ele frisa que é importante diferenciar os dois cenários no Estado. "No Interior, onde a doença está avançando, qualquer informação é útil. Mas nesse momento, se quer saber muito mais quem já teve. Em Fortaleza já reduziu bastante, identificar e isolar cada caso novo com a flexibilização. Testar por RT-PCR para identificar novo surto, como em uma empresa que voltou a funcionar, por exemplo. Deixar a estrutura pronta para responder a surtos", aponta.

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