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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Polícia Federal investiga suposto crime de sonegação fiscal em importações no Ceará

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal desarticularam um esquema criminoso de importação de produtos que, segundo investigação, existia no Ceará há mais de uma década, com a deflagração, nessa quarta-feira (17), das operações Ásia 1 e Ásia 2. Os dois supostos líderes do esquema, os empresários José Meireles Teixeira Ponte e José Augusto Fernandes da Silva, foram presos temporariamente, por determinação da 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

A reportagem apurou que José Meireles é proprietário da empresa de comércio exterior Mutual International Representações LTDA., que, conforme as investigações, movimentou R$ 2 milhões e recebeu pagamentos entre os anos de 2008 e 2010, mas não teria declarado os rendimentos ao Fisco Federal, nestes anos.

O empresário ainda é sócio de outras três empresas do ramo, Taurus Comércio e Representações Ltda. ME, Líder Representações Ltda. E Nativa Importação e Exportação LTDA., que, juntas da Mutual, formam a Associação para a Cooperação e Desenvolvimento (ACD), com sedes em Fortaleza, na China e nos Estados Unidos. Segundo as apurações da PF e da Receita, a Líder e a Taurus também não declararam rendimentos entre 2008 e 2011, apesar da movimentação financeira.

Enquanto a Nativa, que atuava desde 2008, tinha receita bruta zerada até 2009 e declarou receita bruta de R$ 2,7 milhões em 2010 e de mais de R$ 6 milhões em 2011, o que levantou a suspeita das autoridades.

Já José Augusto é proprietário da JM Aduaneira Serviços e Comércio Ltda. ME, que seria, conforme as investigações, parceira da Mutual no suposto esquema criminoso. De acordo com a investigação, a JM Aduaneira apresentou movimentações de R$ 31 milhões em 2008, R$ 24 mi em 2009, R$ 16 mi em 2010 e R$ 31 mi em 2011, mas teria declarado rendimentos incompatíveis ao Fisco.

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