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quinta-feira, 26 de março de 2020

Mandetta elogia serviço de saúde no Ceará ao avaliar número de casos no estado

Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (25), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, citou o Ceará em relação ao número de casos confirmados de coronavírus. O estado é o terceiro do país em número de diagnósticos da Covid-19, com 211 casos, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). São Paulo tem 862 casos e 48 mortes, enquanto o Rio de Janeiro tem 370 infecções e seis mortes, conforme o Ministério.

"O Ceará tem um excelente serviço de saúde de atenção primária, uma alta capilaridade de vigilância. Temos de perceber se é a vigilância do Ceará que está muito sensível, que está conseguindo triar, pois é uma das mais bem estruturadas, ou se é realmente diferente dos outros (estados)", disse Mandetta.

Em transmissão ao vivo no início da noite desta quarta, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), também comentou a respeito do número de confirmações no Ceará. "Aqui no Ceará a gente continua trabalhando, primeiro para garantir a ampliação dos serviços de saúde. A importância que o estado adotou de testar o máximo possível a população. Especialistas dizem que possivelmente o motivo do Ceará ter esse número de casos confirmados é porque estamos fazendo muitos testes", disse.

O governo do Ceará anunciou na manhã desta quarta-feira que adquiriu 350 mil testes rápidos para aplicar nos pacientes suspeitos de Covid-19, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). As coletas ocorrem via gota de sangue deverão estar disponíveis até a próxima terça-feira (31) com resultados para a doença entre cinco a dez minutos.
Atualmente, são realizadas 300 coletas para teste diariamente no Ceará. Com o teste rápido, a expectativa da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) é que o número de coletas dobre.

Segundo o titular da Sesa, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, o público prioritário para acesso ao exame será o de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que estão na linha de frente do tratamento de pacientes contaminados pela Covid-19.

“É importante que os trabalhadores de saúde tenham o diagnóstico precoce, uma proteção especial, porque o resultado do atendimento depende muito da disponibilização da mão de obra qualificada. É preciso evitar que aconteça essa contaminação, pois eles são fundamentais e têm feito um esforço sem igual”, justifica Dr. Cabeto.

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