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terça-feira, 3 de março de 2020

Governador Camilo Santana diz que não descarta mudanças na Segurança Pública após motim de PMs no Ceará

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou que irá "avaliar" a possibilidade de fazer mudanças na Segurança Pública do estado para que "a normalidade seja restabelecida" após o fim do motim de policiais militares. Os agentes começaram a retornar ao trabalho nesta segunda-feira (2), depois de acatarem a proposta do governo estadual e encerrarem a paralisação, que durou 13 dias.

O acordo para o fim do motim foi assinado nesta segunda, no Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). Com o término da paralisação, batalhões foram desocupados e viaturas voltaram a circular nas ruas de Fortaleza e do interior do estado. A presença das Forças Armadas no Ceará, entretanto, seguirá até o fim do decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), previsto para o dia 6 de março.

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda, o governador reafirmou que todos os policiais envolvidos no motim serão investigados. "E nós vamos fazer uma avaliação, com o meu secretário e os comandos, para que possamos ver medidas para restabelecer a normalidade da segurança no estado", destacou Camilo, ao ser questionado sobre possíveis mudanças nos comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Pelo menos 230 policiais militares são investigados por envolvimento na paralisação. Nesta segunda, a Justiça Estadual do Ceará mandou soltar 46 agentes presos durante o movimento por deserção ou motim.

Proibição de anistia
"Enviei a PEC para a Assembleia para que essa não seja apenas uma decisão do governador, mas que esteja protegida pela legislação".

Camilo Santana também ressaltou que a votação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe anistia a militares envolvidos em movimentos ilegítimos de paralisação ou motim deve ser acontecer nesta terça-feira (3), na Assembleia Legislativa do Estado. A PEC foi uma das ações do governador em reposta ao motim.

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