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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Reestruturação salarial de policiais gera debate e protestos

A proposta de reestruturação da carreira dos profissionais da área de Segurança Pública do Ceará ainda não chegou à Assembleia Legislativa, mas o tema mobiliza discussões nesta quinta-feira (6). Do lado de fora da sede do Legislativo, policiais e bombeiros militares fazem ato por um reajuste maior do que o que está sendo oferecido pelo governo. Representantes da categoria também ocupam as galerias da Casa, se manifestando durante pronunciamentos de deputados estaduais.

O ato dos profissionais de Segurança Pública interditou a Avenida Desembargador Moreira, dos dois lados da via na manhã desta quinta. Esposas e familiares dos profissionais também acompanham a movimentação. Eles reivindicam reajuste salarial superior à inflação logo neste ano.

A proposta do Governo é parcelar o acréscimo salarial de 4,8% até 2022. Os policiais reivindicam 35% de reajuste.

Representante dos policiais na Casa, o deputado Soldado Noelio (Pros) reclamou da forma como a proposta chegou ao conhecimento da categoria, o que, para ele, demonstra falta de diálogo por parte do governador. “Por anos, os profissionais da Segurança ficaram sem direito ao reajuste e, devido a essa ausência, foi-se acumulando perda salarial”, argumentou.

Noelio disse, ainda, que buscou o Governo para discutir a proposta, mas afirmou não ter sido recebido por Camilo. “Sou eu que não quero dialogar? Nós que somos radicais? Nós queremos resolver o problema”. A defesa de maior reajuste e a crítica à falta de diálogo por parte do Executivo foram endossadas pelo deputado André Fernandes (PSL). Renato Roseno, em aparte, também argumentou que é preciso “abrir o diálogo”.

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