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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Projeto pioneiro deve monitorar a qualidade dos açudes do Ceará

Preservar os recursos hídricos é um desafio histórico. E quando se trata de uma região semiárida, cujo líquido é ainda mais valioso, essa tarefa se potencializa. No Ceará, há quase uma década, as precipitações estiveram abaixo da média histórica. O efeito imediato deste cenário é o declínio do volume dos açudes.

Para quem precisa desta água, a correta administração é vital. É com essa proposta, de monitorar a qualidade hídrica dos reservatórios, que a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em parceria com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), desenvolve um estudo pioneiro no Estado.

Através de imagens de satélite, sensores aquáticos e amostras de água, os órgãos vão realizar um acompanhamento qualitativo dos recursos hídricos com a finalidade de captar informações a serem aplicadas em diferentes setores, que vão desde o abastecimento humano até o peixamento - atividade que tem por desígnio o povoamento, repovoamento e a estocagem de alevinos.

O projeto começou a ser idealizado na metade do segundo semestre de 2019 e sua concepção levou cerca de três meses para ser finalizado, conforme explica o gerente de Estudos e Pesquisas em Recursos Hídricos da Funceme, Porfírio Sales Neto. Ele detalha que o próximo passo, agora, é submeter a proposta ao Banco Mundial, instituição que deverá financiar o projeto, orçado em R$ 1,2 milhão. "As atividades em campo devem começar ainda na metade de 2020", pontuou Porfírio.

Etapas

Neste primeiro momento, 13 açudes foram escolhidos para serem monitorados. São eles: Acarape do Meio, Araras, Banabuiú, Castanhão, Curral Velho, Edson Queiroz, Jaburu I, Olho D'Água, Orós, Pacoti, Pedras Brancas, Pentecoste e Rosário. Esses reservatórios, segundo Sales, são estratégicos devido à localização e à capacidade de armazenamento.

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