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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Cearenses já pagaram R$ 42,5 bilhões em impostos no ano

Os cearenses já desembolsaram R$ 45,2 bilhões de impostos até esta quarta-feira (18), de acordo com o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O montante é 7,65% maior que em igual período do ano passado, quando foram recolhidos R$ 42 bilhões em tributos dos cearenses, e representa 1,74% do total da arrecadação do País.

O ritmo de crescimento da arrecadação no Ceará é superior à média nacional. Ainda, segundo o Impostômetro, a arrecadação no País, até a noite de ontem, marcava um resultado de R$ 2,4 trilhões, 4,8% a mais que o registrado em igual período do ano anterior (R$ 2,2 trilhões).

Na avaliação do economista Ricardo Coimbra, mestre em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), parte significativa do aumento observado da arrecadação pode ser relacionada à produção mais intensa da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que acaba gerando uma movimentação maior de recursos. Além disso, ele pontua que o avanço dos segmentos de comércio e serviços auxiliam na economia do Estado.

"A economia do Ceará é muito atrelada com o segmento do comércio e dos serviços. Se eles deram uma melhorada em relação ao ciclo anterior, você acaba tendo um crescimento de arrecadação", avalia o economista.

Coimbra ainda ressalta que a arrecadação no Estado aponta para uma perspectiva de crescimento maior que a do País. "A expectativa é que, neste ano, a economia do Ceará feche o ano com um crescimento acima de 2,5%, enquanto a do País deve avançar algo próximo de 1%".

Expectativas

Segundo o economista, os projetos estruturantes enviados pelo Governo Federal e que tramitam no Congresso Nacional, em especial a reforma Tributária, deverão impactar a arrecadação de impostos nos próximos anos.

"O principal objetivo da reforma Tributária não é diminuir a arrecadação, pelo contrário, é aumentá-la, mas com uma recomposição de tributos - uns irão pagar mais, outros menos. De um modo geral você terá um crescimento de arrecadação", observa o especialista.

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