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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

MPCE tem clima eleitoral pela escolha do novo comando do órgão

No dia 6 de dezembro será definida a lista tríplice da qual sairá o nome do novo procurador-geral de Justiça do Ceará.

Até lá, os membros do Ministério Público do Estado vivem clima de campanha eleitoral, no que se aponta como a disputa mais acirrada nos últimos anos.

Diferentemente da eleição em 2017, não há candidato à recondução, mas todos os quatro atuais concorrentes já figuraram, pelo menos em um pleito, na disputa por integrar a lista tríplice da PGJ.

Concorrem ao cargo para o biênio 2020-2021 dois procuradores e dois promotores. São eles os promotores Manuel Pinheiro Freitas e Nestor Rocha Cabral e os procuradores Vanja Fontenele Pontes e Miguel Ângelo Pinheiro.

O atual procurador-geral, Plácido Rios, foi eleito pela primeira vez em 2015 e reeleito em 2017. O nome é definido pelo governador do Estado a partir dos três mais votados no Ministério Público.

Nos bastidores, desde meses antes da oficialização dos candidatos, acontece um movimento intenso da candidatura de Vanja Fontenele, ex-vice-procuradora-geral e que teria o apoio de Plácido Rios. Nas redes sociais, ela é a mais atuante na publicização de apoios e propostas de campanha.

Com 35 anos de Ministério Público, Vanja disputou o cargo com Plácido. Em 2015, foi a 4ª colocada e ficou fora do trio enviado ao governador Camilo Santana (PT). Em 2017, Vanja, Plácido e o procurador João de Deus formaram uma “lista tríplice comum” em prol de uma “gestão compartilhada”, como chamavam.

A estratégia nessa eleição é também mandar ao governador uma lista de aliados. Além de Vanja, também são atrelados à atual gestão Manuel Pinheiro e Nestor Cabral. Num perfil de oposição, disputa o procurador Miguel Ângelo. Para ele, o desenho da atual eleição é diferente do de outros anos, especialmente, segundo ele, por cada candidato focar em um projeto próprio.

“Nunca vi uma disputa tão acirrada como está sendo dessa vez”, afirma o procurador. “Nas duas eleições anteriores, eles (os candidatos) tinham um único programa, trabalhavam um programa só, de modo que o promotor fosse levado a votar numa lista fechada e não a escolher seus próprios candidatos. Dessa vez, cada candidato tem o seu programa, são quatro candidatos distintos”, acrescenta.

Manuel Pinheiro, por outro lado, descarta acirramentos. “O clima da eleição está muito respeitoso, os candidatos estão fazendo campanha programática em cima de ideias, não tem acirramento, são colegas que se conhecem e se respeitam”, afirma.

O presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Aureliano Rebouças, prefere não tratar das disputas na sucessão ainda que a última eleição do comando da ACMP, entidade privada que congrega a representação dos promotores e procuradores, seja apontada como uma das influências no embate interno pela sucessão. A entidade estava sob o mesmo comando político desde a década passada, cenário que mudou em eleição acirrada no ano passado, resolvida por 30 votos de diferença em um grupo de mais de 500 associados.

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