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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Advogado é apontado como suspeito de feminicídio da namorada

A Investigação sobre a morte misteriosa da empresária Jamile de Oliveira Correia, 46, cuja suspeita inicial de suicídio teve desdobramentos no dia seguinte ao sepultamento (2). A apuração da Polícia Civil coloca o advogado Aldemir Pessoa Júnior como o suspeito de ser autor do feminicídio da namorada. A delegada Socorro Portela e o delegado Felipe Porto, responsáveis pelo caso, não quiseram dar entrevista nem fornecer detalhes das investigações. A Polícia Civil informou, em nota, que o caso está em andamento e não vai se pronunciar para não comprometer o trabalho policial.

A reportagem apurou que tudo aconteceu entre o fim da noite do dia 29 de agosto e a madrugada do dia 30, deste ano, em um condomínio de luxo, na Rua Joaquim Nabuco, Meireles. Após uma briga iniciada ainda na entrada do prédio entre o advogado e Jamile, que resultou num hematoma no olho dela, a empresária subiu para o apartamento às pressas, e o advogado a acompanhou. Já nos primeiros minutos do dia 30 de agosto, Jamile sai do apartamento carregada pelo advogado e o filho adolescente dela com um tiro no peito, disparado por uma pistola calibre 380, que pertence a Aldemir Pessoa.

Um vídeo das câmeras do elevador do prédio, que o Sistema Verdes Mares teve acesso, com exclusividade, mostra quando o menino de 14 anos de corpo franzino pega a mãe pelos braços e Aldemir segura pelas pernas. Em determinado momento, o advogado carrega a mulher apenas por uma perna para colocá-la no elevador do prédio. Conforme uma fonte ligada à família da vítima, Aldemir Pessoa levou Jamile baleada para o Instituto Doutor José Frota, mesmo ela tendo plano de saúde privado, e informou aos médicos que ela tinha tentado se matar. O advogado deixou Jamile sozinha, em estado grave, na unidade hospitalar e voltou para o apartamento dela, onde ele estava morando há cerca de cinco meses com a vítima e o filho dela.

Gravidade

O que intrigou os investigadores é que, mesmo diante da gravidade da situação, o advogado não avisou à Polícia sobre o caso, nem aos familiares de Jamile. A reportagem apurou que ele limpou o apartamento e usou o WhatsApp de Jamile, respondendo mensagens como se fosse a vítima.

A família só foi informada sobre o caso no dia seguinte (30), às 18h30. Jamile Correia morreu às 7h do dia 31 de agosto no IJF. A situação começou a mudar quando o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil, no dia seguinte ao sepultamento, e as investigações tiveram início.

No 2° Distrito Policial, a história contada pelo advogado não convenceu a Polícia, conforme apurou a reportagem. Segundo uma fonte (identidade preservada), Aldemir é atirador desportivo e não entregou as chaves do apartamento de Jamile.

Diário do Nordeste

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