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sábado, 27 de julho de 2019

Saque imediato de R$ 500 é recomendável em todas as situações, mas requer planejamento

Sacar parte do valor das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) parece uma possibilidade atraente, mas deve ser avaliada cuidadosamente pelos trabalhadores para que, posteriormente, não se arrependam. Levando em consideração apenas o saque imediato de R$ 500, liberado a partir de setembro, tanto para quem está no vermelho como para quem está com as contas em dia, vale a pena efetuar a retirada do dinheiro.

Na modalidade saque-aniversário, porém, pode ser recomendável não efetuar a operação, já que a mudança implica na perda do direito de sacar a totalidade do saldo em demissão sem justa causa. A última pesquisa sobre endividamento em Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela que os débitos da maioria dos consumidores da Capital cearense ficam entre R$ 501 e R$ 1 mil (21%). Outros 17,9% possuem dívidas entre R$ 1.001 e R$ 1.500. Os dados são referentes ao mês de julho.

Para o assessor de investimentos Thomaz Bianchi, mesmo que o valor liberado de R$ 500 por conta, ativa ou inativa, esteja abaixo da média das dívidas do consumidor fortalezense, vale a pena usar o recurso para quitar as contas.

Renegociação

Ele avalia que a renegociação da dívida é o primeiro passo para destinar o dinheiro da melhor forma. Assim, o valor pode ser utilizado como entrada. “Se o consumidor não consegue quitar a dívida, o ideal é que ele renegocie para tentar baixar os juros que incidem sobre ela. O que acontece é que, muitas vezes, o devedor quer esperar para quitar tudo de uma vez, só que muitas vezes ele acaba postergando e nem quita a dívida toda, nem dá o primeiro passo para isso”, pondera.

Vale ressaltar que as taxas de juros médias cobradas pelas instituições financeiras no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial subiram em junho deste ano, ultrapassando o patamar de 300%. O juro médio do cartão passou de 299,8% ao ano em maio para 300,1% a. a. em junho. Já no cheque especial, a média das taxas subiu de 320,9% para 322,2% em igual período. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Banco Central.

O presidente da Fecomércio-CE, Maurício Filizola, acredita que as empresas estão mais abertas à renegociação de dívidas com a notícia da liberação dos saques das contas ativas e inativas do FGTS.

Ele também reforça que vale a pena sacar o recurso para o pagamento de débitos, mas com responsabilidade. “O consumidor deve estar atento ao planejamento orçamentário. Ele deve utilizar o dinheiro para a entrada e renegociar a dívida, mas deve observar o que ele está gastando”, detalha Filizola.

DN Online

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