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domingo, 16 de junho de 2019

Preço da gasolina cai no CE, mas continua em alta de 5,83% no ano

O preço da gasolina comercializada nos postos de combustível do Ceará apresentou redução na semana passada, entre os dias 9 e 15 deste mês. Segundo o levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do litro da gasolina comum era de R$ 4,572 - R$ 0,08 a menos que na semana anterior (de 2 a 8 de junho), quando a média havia ficado em R$ 4,653. Apesar disso, no acumulado do ano, o preço da gasolina já aumentou 5,83%.

Na primeira semana do ano, o combustível estava sendo vendido a R$ 4,32, em média, nos postos cearenses, cerca de R$ 0,25 a menos que o valor atual. O aumento de quase 6% é bem maior que a inflação observada na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) entre janeiro e maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, no citado período, foi de 3,04%.

O consultor na área de petróleo e gás Bruno Iughetti explica que o cálculo da Petrobras para a revisão do preço leva em consideração o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. "Nos últimos 10 dias, o petróleo caiu de preço no mercado internacional, as cotações ficaram mais baixas, o que permitiu a Petrobras proceder a redução nas refinarias, que vem, com certa regularidade, afetar os preços finais para o consumidor na bomba".

O consultor acrescenta que a queda do petróleo no mercado internacional e a estabilização cambial nos últimos dias, fizeram com que a Petrobras reduzisse os preços nas refinarias. "Por consequência, essa baixa foi repassada ao consumidor final. Em termos médios, a queda está sendo de R$ 0,50 por litro".

Próximos dias

A perspectiva para o comportamento do preço da gasolina nos próximos dias, segundo Iughetti, é de baixa contínua. "A Petrobras deverá manter esse processo de queda de preços. No entanto, agora já há um movimento decorrente da crise entre Estados Unidos e Irã e isso pode afetar o preço do petróleo no mercado internacional. Nesse caso, seriam esses movimentos de baixa cessados e voltaríamos a ter alta na gasolina".

Ainda na última semana, a Petrobras anunciou decisão de acabar com a periodicidade das revisões dos preços dos combustíveis, realizadas a cada 15 dias anteriormente. Para Iughetti, a mudança será benéfica para o consumidor. "Obrigará a petroleira, sem mais obedecer prazos de análise, a proceder as altas e baixas de preço à medida que for acontecendo. Então é positivo, porque teríamos um movimento de baixa logo no início, não precisaríamos esperar os 15 dias para anunciar a baixa".

Diário do Nordeste

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