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sábado, 25 de maio de 2019

Estradas precárias aumentam custos no Ceará

Os problemas nas estradas federais e estaduais cearenses não devem ser solucionados neste ano. No caso federal, há liberação insuficiente de recursos. A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Rodovias (Dnit) no Estado tem aporte de R$ 50 milhões em manutenção e recuperação. O ideal seria R$ 150 milhões. A precariedade das vias impacta na logística dos produtos e aumenta os custos de produção no Ceará.

O presidente da Associação Empresarial de Indústrias (Aedi), Mozart Martins revela que o Anel Viário emperra os deslocamentos das cargas que saem do Distrito Industrial de Maracanaú e diz que os transtornos causados na região são "crônicos".

"A situação é delicada, pois cada um (Governo e Dnit) promete uma solução. Dos 32 km de obras, 14 km são em Maracanaú e o que se percebe é que em na cidade a coisa emperra. O Governo fala em 100 indenizações que precisam ser feitas", conta.

Além da indústria, as Centrais de Abastecimento de Ceará (Ceasa) também são prejudicadas. O analista de mercado da Ceasa, Odálio Girão, diz que os produtores encontram dificuldades de locomoção por causa das obras inacabadas.

Responsável pelo Anel Viário, a Superintendência de Obras Públicas (SOP) do Estado, reiterou que a previsão de entrega é para o fim do ano. O Dnit deve liberar recursos após análise do projeto do Estado. A demora é, para o presidente da Câmara Temática de Logística do Ceará, Heitor Studart, "o maior gargalo logístico do Ceará, que faz com que o Estado perca em competitividade".

O secretário do Desenvolvimento Econômico de Maracanaú, Antônio Filho, diz que os problemas podem fazer com que empresários "não tenham interesse de implantar negócios no Ceará" e que, no município, mais de 120 empresas dependem da conclusão do Anel Viário e duplicação da BR-222 até o Porto do Pecém.

Sobre a duplicação, a superintendente do Dnit no Ceará, Liris Campelo, revela que são precisos R$ 167 milhões para conclusão, porém pouco mais de 2% foram liberados.

Ela, que assumiu o cargo no ano passado, definiu como metas a entrega de viadutos em Horizonte, Tianguá e Umirim.

Sobre a liberação de apenas um terço do recurso necessário para manutenção e recuperação das estradas, diz que a bancada cearense no Congresso está ciente do problema, bem como o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

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