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domingo, 14 de abril de 2019

Nível dos reservatórios do Ceará melhora, mas grandes açudes ainda preocupam

Faltando pouco mais de 45 dias para o fim da quadra chuvosa, o quadro permanece de alerta quando o assunto é recarga hídrica nos 155 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Trinta e dois açudes atingiram o nível máximo até aqui e se encontram sangrando. No entanto, permanece preocupante a situação dos grandes açudes, que além de maiores em capacidade de reservação, transcendem as suas próprias bacias hidrográficas: Banabuiú, Orós e Castanhão. No quadro geral de monitoramento, há ainda sete açudes secos, 19 em volume morto e outros 81 com menos de 30% de suas capacidades.

“Até o momento, o comportamento das chuvas tem confirmado as previsões da Funceme, com os maiores volumes de precipitações concentrados na porção mais ao Norte do Estado”, destaca João Lúcio Farias, presidente da Cogerh. “Justamente nas áreas onde a situação hídrica já estava mais confortável. Quer dizer: estamos recebendo mais chuvas nas bacias que já se encontravam em melhores níveis”, resume.

Para o diretor de operações da Cogerh, Bruno Rebouças, é preciso aguardar o fim da quadra chuvosa. Segundo ele, os primeiros dias de abril foram alentadores.

“Começamos a observar melhores aportes, sobretudo no Orós. Mas ainda estamos muito aquém do desejado”, lamenta. Rebouças destaca a robustez do sistema hídrico construído ao longo de décadas no Ceará. “O nosso sistema é capaz de transferir água de uma bacia para outra e, com isso garantir o abastecimento de uma região densamente povoada como a Grande Fortaleza mesmo num quadro de estiagem tão prolongado como esse que ainda estamos atravessando”, avalia.

Neste ano, com as chuvas mais concentradas ao Norte do Ceará, o “Sistema Metropolitano” – formado pelos açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião – tem sido beneficiado com boas recargas.

“Mas, não estamos parados, esperando só pela chuva. As obras continuam: perfuração de poços profundos, construção de adutoras, busca por novas fontes hídricas, dentre outras”, destaca Farias.

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