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terça-feira, 12 de março de 2019

Ceará registrou 30 feminicídios desde 2018; quatro assassinatos ocorreram neste ano

O Ceará registrou 30 feminicídios no período entre janeiro de 2018 e março deste ano. O caso mais recente foi o assassinato da empresária Lucilene Galdino Albuquerque, que foi morta a facadas pelo companheiro dentro de casa na noite deste domingo (10) na cidade de Itapipoca, na Região Norte do Ceará. O feminicídio é a morte de mulheres em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará, quatro mulheres foram vítimas de feminicídios no estado neste ano. Segundo as investigações, em todos os casos, o principal suspeito era atual ou ex-companheiro das vítimas. No mesmo período de 2018, entre janeiro e março, foram sete casos.

O Monitor da Violência, projeto realizado pelo G1, mostrou que o Ceará foi o segundo estado onde mais se matou mulheres em 2018. De acordo com as estatísticas, dos 447 homicídios dolosos contra mulheres, sendo 26 registros considerados feminicídios. O estado só fica atrás de São Paulo, onde 461 mulheres foram assassinadas no ano passado, sendo 136 feminicídios.

O último feminicídio ocorrido no Ceará foi a morte de Lucilene Galdino Albuquerque, 50 anos. Ela foi atingida por diversos golpes de faca aplicados pelo companheiro dela. Depois de assassinar a empresária, o agressor tentou matar o filho e o primo dela, que também estavam dentro da residência.

O suspeito foi preso em flagrante dentro da residência do casal. A Polícia Civil informou que o suspeito será indiciado pelo crime de feminicídio.

A vítima era conhecida na cidade como 'Lu Fahion' e estava a dias de realizar o sonho de sua vida profissional. Após trabalhar como esteticista há 20 anos, ela ia inaugurar um centro de estética na próxima semana. O empreendimento foi resultado de duas décadas economizando dinheiro.

"Era uma mulher trabalhadora, criou os filhos sozinha e ia realizar o sonho na próxima semana, inaugurando o centro de estética. A gente fica com o coração partido" disse a sobrinha dela, Leila Galdino.

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